As vantagens da formação no âmbito da segurança e saúde no trabalho

Com o intuito principal de transmitir conhecimentos e sensibilizar os trabalhadores para os riscos a que se encontram expostos no seu dia laboral, a formação no âmbito da segurança e saúde no trabalho tem sido associada a impactos positivos ao nível dos indicadores de sinistralidade e desempenho. Esta contribui não só para o aumento dos conhecimentos dos trabalhadores (Aluko et al., 2016), como também influencia a perceção de risco (Evanoff et al., 2016) e compromisso com a segurança (Ford et al., 2014), traduzindo-se em comportamentos mais seguros por parte dos trabalhadores (Zimmer et al., 2017), numa menor taxa de acidentes de trabalho (Nielsen et al., 2015), e, consequentemente, num melhor desempenho de segurança e saúde no trabalho das organizações. A perceção de risco tem vindo a ser discutida como uma dimensão de extrema importância e que motiva o comportamento seguro, sendo considerada por muitos uma variável a ter em atenção numa ação de formação (Rodrigues et al., 2015). A forma como esta é intervencionada tem sido abordada, com o intuito de fortalecer os resultados positivos advindos das intervenções (Vale, 2015). Apesar da relevância da formação para a performance de segurança e saúde no trabalho das organizações, para se obterem resultados eficazes, é necessário adotar metodologias adequadas à realidade onde a mesma é ministrada. Esta questão é frequentemente enfatizada na literatura. Formação que exiga a participação dos trabalhadores tem revelado melhores resultados (Burke et al., 2011). Várias são as estratégias de formação que implicam o envolvimento dos trabalhadores no processo de aprendizagem, no entanto estas devem ser adaptadas a cada organização.


Referências Bibliográficas:
Aluko, O. O., Adebayo, A. E., Adebisi, T. F., Ewegbemi, M. K., Abidoye, A. T. & Popoola, B. F. (2016). Knowledge, attitudes and perceptions of occupational hazards and safety practices in Nigerian healthcare workers. BMC Research Notes, 9, 71.
Evanoff, B., Dale, A. M., Zeringue, A., Fuchs, M., Gaal, J. Lipscomb, H. J. & Kaskutas, V. (2016). Results of a fall prevention educational interven-tion for residential construction. Safety Science, 89, 301-307.
Ford, J., Henderson, R. & O’Hare, D. (2014). The effects of crew resource management (CRM) training on flight attendants’ safety attitudes. Journal Safety Research, 48, 49–56.
Zimmer, J., Hartl, S., Standfuß, K., Möhn, T., Bertsche, A., Frontini, R., Neininger, M. P. & Bertsche T. (2017). Handling of hazardous drugs–Effect of an innovative teaching session for nursing students. Nurse Education Today, 49, 72-78.
Nielsen, K. J., Kines, P., Pedersen, L. M., Andersen, L. P. & Andersen, D. R. (2015b). A multi-case study of the implementation of an integrated approach to safety in small enterprises. Safety Science, 71, 142–150.
Rodrigues, M. A., Arezes, P. M., & Leão, C. P. (2015). Risk acceptance in the furniture sector: analysis of acceptance level and relevant influence factors. Human and Ecological Risk Assessment: An International Journal, 21 (5), 1361-1378.
Vale, C. (2015). Análise da eficácia de diferentes tipologias de intervenção pedagógica: Programa de educação sobre segurança e saúde no trabalho para futuros jovens trabalhadores. Tese de Mestrado em Ambiente, Higiene e Segurança em Meio Escolar. Instituto Politécnico do Porto – Escola Superior de Saúde, Porto. 76 pp.
Burke, M., Salvador, R., Smith-Crowe, K., Chan Serafin, S., Smith, A., & Sonesh, S. (2011). The dread factor: How hazards and safety training in-fluence learning and performance. Journal of Applied Psychology, 96 (1), 46–70.

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