GRIPE: IMPACTO A NÍVEL LABORAL

RACIONAL

  • A gripe pode causar doenças respiratórias graves, levando à hospitalização e até mesmo à morte.
  • Tem um grande impacto económico direto e indireto para os doentes, para as famílias e para a sociedade.
  • Uma taxa de mortalidade estimada de 0,1-6,4 por 100 000 indivíduos foi registada para pessoas com menos de 65 anos de idade. Enquanto isso, aqueles com idade superior a 65 anos têm maior risco de mortalidade e complicações, com taxas de mortalidade mais elevadas variando de 2,9 a 223,5 por 100 000 indivíduos.
  • Uma revisão sistemática conduzida por Keech e Beardsworth (2008) caracterizou anteriormente o impacto na produtividade no trabalho causado pela gripe em adultos saudáveis.
  • Esta revisão sistemática da literatura teve como objetivo atualizar e avaliar o impacto da gripe na produtividade no trabalho em adultos.

 

RESULTADOS

  • Em média, 20% a 75% dos funcionários faltaram ao trabalho devido à gripe.
  • A proporção de adultos que faltaram ≥ 1 dia de trabalho devido à sua própria doença variou amplamente com base nos ambientes e subgrupos do estudo. O tempo médio de absentismo reportado foi cerca de 2–3 dias. Cerca de 60% a 80% dos funcionários foram trabalhar apresentando sintomas (pressentismo), mas funcionários vacinados tendem a faltar menos ao trabalho em comparação com os não vacinados.
  • Houve uma comunicação limitada e inconsistente de custos relacionados com a gripe.
  • Um estudo relatou o custo anual das ausências relacionadas com a gripe como sendo de 42 851 dólares por 100 000 funcionários para membros com plano de saúde. O estudo demonstrou que 1%–74% dos indivíduos faltaram ≥1 dia de trabalho devido à gripe; média (sd) de 0,5 (1,44) – 5,3 (4,50) dias. Além disso, 42%–89% dos trabalhadores doentes relataram pressentismo; média (sd) de 0,3 (0,63) – 4,4 (3,73) dias.
  • Cerca de 50% a 75% dos cuidadores empregados faltaram ao trabalho porque tiveram que cuidar dos seus dependentes com gripe durante aproximadamente 1 a 2 dias, em média.
  • O absentismo médio dos profissionais de saúde variou entre 0,5 dias e 3,2 dias.
  • Embora tenha sido observada uma heterogeneidade considerável entre desenhos de estudo, populações e resultados, esta revisão destaca um impacto negativo e significativo na produtividade associada à gripe.
  • Estes resultados são consistentes com os resultados da revisão sistemática conduzida por Keech e Beardsworth (2008).

Bibliografia:

Impact of Influenza and Influenza-Like Illness on Work Productivity Outcomes: A Systematic Literature Review

Zumofen MB, Frimpter J, Hansen SA. Pharmacoeconomics. 2023;41(3):253-273. https://doi.org/10.1007/s40273-022-01224-9

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