ECLIPSE SOLAR TOTAL

Recomendações para empresas

Autor: Andreia Pereira (TP n.º 29471105RC5)

CONTEXTO DO ECLIPSE SOLAR DE 2026

O eclipse solar total será no dia 12 de agosto de 2026, e atravessará o Ártico russo, a Groenlândia, a Islândia e a Península Ibérica. Este eclipse será visível no nosso país, com ocultação total na zona de Trás -os-Montes e parcial no restante território.

No Porto, será parcial, mas quase total aos olhos de quem observar: o máximo está previsto para as 19h32, com grande parte do disco solar coberta pela Lua.

Sendo um fenómeno raro (o último eclipse total em Portugal foi em 1912 e o próximo só ocorrerá em 2144), é um evento que motiva grande interesse público, mas também aumenta a exposição a riscos.

Portanto, é necessário preparar, informar e garantir a responsabilidade coletiva de forma a transformar o eclipse solar de 2026 num evento seguro e memorável.

RISCOS PARA A SAÚDE E SEGURANÇA

Olhar diretamente para o sol durante o eclipse pode causar lesões graves e irreversíveis na retina, podendo levar à cegueira. Os danos ocorrem porque o olho humano funciona como uma lente que concentra a radiação solar, especialmente ultravioleta (UV) e infravermelha (IV). O desconforto ocular natural não é suficiente para evitar lesões, pois a retina não possui recetores de dor.

IMPACTO SOCIAL E ORGANIZACIONAL

  • O eclipse pode causar aumento de acidentes rodoviários devido ao deslocamento de pessoas e distrações;
  • As organizações devem adaptar operações, comunicar riscos e fornecer equipamentos de proteção aos colaboradores;
  • Recomenda-se suspender atividades de risco durante o eclipse e preparar planos de contingência.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E BOAS PRÁTICAS

  1. Proteção Ocular Adequada
  • Nunca olhar diretamente para o sol sem proteção específica, mesmo durante o eclipse parcial. Bastam poucos segundos para causar lesões irreversíveis na retina;
  • Óculos certificados: Utilize apenas óculos para eclipse solar certificados pela norma ISO 12312-2:2015 e com marcação CE. Estes bloqueiam praticamente 100% dos raios UV e IV;
  • Vidro de máscara de soldador: Alternativamente, pode-se usar vidro de máscara de soldador com grau mínimo 14;
  • Filtros em instrumentos óticos: Binóculos, telescópios e câmaras só devem ser usados com filtros solares específicos e certificados;
  • Nunca usar: Óculos de sol comuns, radiografias, vidros escuros ou filtros improvisados não são seguros e não protegem contra a radiação nociva.

Antes do evento, adquira óculos certificados em lojas especializadas ou programas de distribuição pública. Teste-os antecipadamente e recuse produtos sem certificação.

  1. Observação Indireta
  • Projeção em superfícies: Utilize métodos de projeção indireta, como projetar a imagem do sol através de um orifício numa folha de papel para uma superfície branca;
  • Ecrãs eletrónicos: Acompanhe o eclipse por transmissões em direto na televisão ou internet.

Estão previstas ações em vários locais para esta transmissão em todo o território nacional.

  1. Cuidados Gerais de Saúde e Segurança
  • Hidratação e proteção solar: Use chapéus, bonés com proteção UV, roupas de tecido compacto e creme protetor solar para evitar queimaduras na pele;
  • Agasalho: Tenha à mão roupa para o arrefecimento súbito, pois a temperatura pode descer entre 3 e 10 graus durante o eclipse.
  1. Medidas Organizacionais
  • Suspensão de atividades de risco: Durante o eclipse, suspenda tarefas que exijam acuidade visual, interação com máquinas ou decisões críticas;
  • Equipamentos de proteção: Forneça óculos certificados e instruções claras aos colaboradores que estejam ao ar livre;
  • Comunicação interna: Informe antecipadamente todos os colaboradores sobre os riscos e procedimentos de segurança;
  • Planos de contingência: Prepare respostas para possíveis acidentes, absentismo ou aumento de procura por serviços de saúde.

Empresas podem adaptar horários de trabalho, suspender operações críticas e garantir que todos os funcionários tenham acesso a equipamentos de proteção.

  1. Gestão de Multidões e Tráfego
  • Evitar deslocações desnecessárias: O aumento do tráfego pode causar acidentes; planeie rotas alternativas e incentive o uso de transportes públicos;
  • Sinalização e apoio: Em zonas de maior afluência, reforce a sinalização e disponibilize apoio logístico

Autoridades locais podem criar zonas seguras de observação e reforçar a presença de equipas de emergência.

A prevenção durante o eclipse solar de 2026 exige preparação individual e coletiva. O uso de equipamentos certificados, a observação indireta, a adaptação de rotinas e a comunicação eficaz são essenciais para evitar lesões e acidentes.

Organizações e autoridades devem liderar pelo exemplo, promovendo campanhas de sensibilização e fornecendo soluções práticas para todos os envolvidos.

Quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Início: 18h34; Máximo: 19h32; Fim: 20h25

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

Referências:

Marques, P. H. dos. (2026). Controlo de riscos do eclipse solar total de 2026. Suplemento Especial da revista Segurança (nº 280, mai/jun). Revisão: C. Jacinto, F. L. Chaves. Coordenação: I. Santos. Lisboa: Ordem dos Engenheiros Técnicos, Secção Regional Sul. Disponível em https://www.oet.pt

Medidas de segurança: https://science.nasa.gov/eclipses/safety/; https://eclipse.aas.org/eye-safety

Outras informações relevantes: https://starwalk.space/pt/news/total-solar-eclipse-august-12-2026

Webinar AEST: https://aest.pt/2026/07/29/webinares-aest-sobre-controlo-de-riscos-do-eclipse-solar-de-12-de-agosto-de-2026-na-populacao-trabalhadora/

 

VERÃO EM SEGURANÇA: CUIDAR DA PELE É CUIDAR DA SAÚDE

 

 Saúde da Pele e Proteção Solar

“Verão em Segurança: Cuidar da Pele é Cuidar da Saúde”

Agosto e o pico da radiação solar

Agosto é, tradicionalmente, o mês de maior exposição solar em Portugal. Nesta época, torna-se ainda mais importante adotar medidas de proteção da pele e realizar uma vigilância adequada de sinais e lesões cutâneas. A prevenção continua a ser a forma mais eficaz de reduzir o risco de cancro da pele e outras complicações associadas à radiação ultravioleta.

Porque é que a proteção é essencial?

A exposição prolongada à radiação solar aumenta o risco de queimaduras, manchas cutâneas, envelhecimento precoce da pele e cancro cutâneo.

A NVIDAS, enquanto clínica de ambulatório com experiência em Medicina Geral, disponibiliza consultas de avaliação e vigilância da pele, permitindo a identificação precoce de alterações suspeitas e a orientação clínica adequada, promovendo a prevenção e a proteção da saúde.

Além disso, durante o verão, as temperaturas elevadas, a exposição a alergénios e a pior qualidade do ar podem contribuir para o agravamento de algumas doenças respiratórias. A NVIDAS disponibiliza consultas de Pneumologia para avaliação e acompanhamento de situações como tosse persistente, falta de ar ou agravamento de alergias respiratórias.

A vigilância da saúde da pele e a avaliação atempada de sintomas respiratórios durante o verão são medidas importantes para prevenir complicações e promover o bem-estar.

Cuide de si antes, durante e depois da exposição solar.

📞 Agende já a sua consulta de Clínica Geral ou Pneumologia: 224 673 570
📧 geral@nvidas.pt
📍 Rua Eng.º Farinas de Almeida, 333 • Gondomar

CULTURA DE SEGURANÇA: A RESPONSABILIDADE É DE TODOS

CULTURA DE SEGURANÇA: A RESPONSABILIDADE É DE TODOS

Autor: Ana Rodrigues (TSST; TP n.º 30871202RC5)

A cultura de segurança reflete os valores, atitudes e comportamentos de todos os trabalhadores face à Segurança e Saúde no Trabalho. Mais do que regras e procedimentos, a segurança constrói-se diariamente através das atitudes individuais e coletivas no local de trabalho.

Uma cultura de segurança forte significa que todos estão atentos aos riscos, cumprem as normas estabelecidas e se preocupam não só com a sua própria segurança, mas também com a dos colegas.

Porque é importante?

Uma cultura de segurança positiva contribui para a redução de acidentes de trabalho, prevenindo situações de risco e minimizando consequências graves. Promove também um maior envolvimento dos trabalhadores, que se sentem parte ativa na construção de um ambiente seguro.

Além disso, melhora o ambiente laboral, reforçando a confiança, o bem‑estar e a cooperação entre equipas, e garante o cumprimento das regras de segurança, transformando-as em hábitos naturais do dia a dia.

Trabalhar em segurança é um compromisso de todos e um fator essencial para a saúde, produtividade e sustentabilidade da organização.

Sabia que…

A maioria dos acidentes de trabalho resulta da combinação de comportamentos inseguros e falhas na identificação dos riscos, sendo muitos deles evitáveis através de uma cultura de prevenção.

Como Promover uma Cultura de Segurança?

A promoção da cultura de segurança depende da participação ativa de todos os trabalhadores e da liderança. A comunicação aberta sobre segurança é fundamental, permitindo a partilha de informações, a identificação de riscos e o esclarecimento de dúvidas, criando um ambiente onde todos se sintam à vontade para comunicar situações perigosas.

A formação contínua é outro pilar essencial, garantindo que os trabalhadores estão informados, atualizados e conscientes dos riscos associados às suas funções, bem como das medidas de prevenção a adotar.

 

 

O envolvimento da liderança desempenha um papel determinante, dando o exemplo no cumprimento das normas de segurança, demonstrando compromisso e apoiando as iniciativas de melhoria contínua.

 

Por fim, é fundamental incentivar a participação dos trabalhadores, valorizando sugestões, promovendo a responsabilidade individual e coletiva e reconhecendo comportamentos seguros no local de trabalho.

A segurança começa em cada um de nós. Com atitudes responsáveis e conscientes, contribuímos todos para um local de trabalho mais seguro e saudável.

Uma verdadeira cultura de segurança não depende apenas de regras, mas das atitudes que cada um escolhe ter todos os dias. A segurança é uma responsabilidade partilhada.

Desafio da semana

Antes de iniciar cada tarefa, dedique 30 segundos a identificar os riscos à sua volta. Pequenas ações de prevenção podem evitar grandes acidentes.

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

Fontes

 

O RIGOR DA SEGURANÇA ALIMENTAR NO PICO DO VERÃO – A RESPOSTA TÉCNICA DA BIOCHECK

A Excelência Operacional no Canal HORECA e Indústria Alimentar

O mês de agosto representa um período de elevada exigência para o setor alimentar e da restauração. A combinação de temperaturas elevadas com o aumento significativo da procura e do volume de produção coloca uma pressão acrescida sobre as operações e sobre os Sistemas de Gestão da Segurança Alimentar (SGSA).

Neste contexto, torna-se essencial reforçar o controlo dos perigos microbiológicos, garantir o cumprimento dos requisitos legais e assegurar a aplicação rigorosa das boas práticas de higiene e segurança alimentar. A Biocheck assume-se como um parceiro técnico especializado, apoiando as empresas na manutenção da conformidade, na prevenção de riscos e na proteção da saúde pública, mesmo durante os períodos de maior atividade.

A Abordagem Integrada da Biocheck

A Segurança Alimentar não assenta em pressupostos, mas sim em critérios técnicos, evidência científica e monitorização contínua. A Biocheck desenvolve uma abordagem integrada que permite às empresas manter elevados padrões de segurança, conformidade legal e qualidade operacional, mesmo nos períodos de maior exigência.

Auditorias de Diagnóstico e Monitorização HACCP

Durante o verão, o aumento da atividade e o funcionamento contínuo dos equipamentos de refrigeração elevam o risco de falhas na cadeia de frio. As auditorias técnicas da Biocheck permitem avaliar o estado das infraestruturas, verificar a calibração dos equipamentos de monitorização da temperatura, analisar os fluxos operacionais e confirmar o cumprimento dos procedimentos definidos no Sistema HACCP.

Esta abordagem preventiva possibilita a identificação precoce de desvios, reduzindo o risco de contaminação dos alimentos, de incumprimento legal e da ocorrência de incidentes de segurança alimentar.

Validação Científica através de Análises Microbiológicas

Uma superfície visualmente limpa não é necessariamente microbiologicamente segura. Para validar a eficácia dos planos de higienização, a Biocheck coordena programas de amostragem e análises microbiológicas realizadas por laboratórios acreditados.

A recolha de amostras em alimentos, águas, superfícies de contacto e manipuladores permite confirmar, com base em resultados laboratoriais, a eficácia das medidas implementadas e detetar precocemente a presença de microrganismos potencialmente patogénicos, contribuindo para uma gestão do risco baseada em evidência.

Formação e Capacitação de Equipas

O reforço de equipas durante os meses de verão aumenta a necessidade de formação rápida e eficaz. O fator humano continua a ser um dos principais determinantes da Segurança Alimentar, sendo essencial garantir que todos os manipuladores conhecem e aplicam corretamente os procedimentos definidos.

A Biocheck disponibiliza ações de formação adaptadas à realidade operacional de cada empresa, incidindo sobre:

  • Boas Práticas de Higiene;
  • Controlo de alergénios;
  • Prevenção da contaminação cruzada;
  • Higienização e desinfeção;
  • Requisitos do Sistema HACCP;
  • Obrigações legais aplicáveis ao setor alimentar.

Um compromisso permanente com a qualidade

A Segurança Alimentar exige uma abordagem contínua e não conhece períodos de pausa. A implementação e manutenção de um Sistema HACCP robusto, suportado por auditorias técnicas, validação microbiológica e formação dos trabalhadores, contribui para proteger a saúde do consumidor, reforçar a confiança dos clientes, reduzir o desperdício alimentar e minimizar riscos legais e reputacionais.

Na Biocheck trabalhamos diariamente ao lado dos nossos clientes para garantir que os seus processos cumprem os mais elevados padrões de qualidade, segurança e conformidade.

Proteja o seu negócio, os seus colaboradores e os seus clientes com soluções técnicas fundamentadas na ciência e na melhoria contínua.

Contacte a equipa técnica da Biocheck para uma avaliação às necessidades da sua operação.

📍 Rua da Paz, 66 – 4050-461 Porto 📞 225 433 723 🌐 biocheck.pt

 

PONTES ROLANTES: SEGURANÇA, FORMAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES

 

Autor: Beatriz Pinheiro (TSST; TP n.º 11212507ET6)

As pontes rolantes desempenham um papel essencial em diversos setores industriais, permitindo a movimentação de cargas pesadas de forma eficiente e segura. Contudo, quando utilizadas sem o devido controlo ou sem o cumprimento rigoroso das regras de segurança, constituem uma importante fonte de risco, podendo provocar acidentes graves, danos materiais significativos e lesões irreversíveis.

 

A segurança na operação de pontes rolantes deve ser encarada como uma prioridade absoluta, assente na prevenção, na formação adequada dos operadores e no cumprimento rigoroso dos procedimentos de trabalho.

 

Principais riscos associados às pontes rolantes

 

A utilização inadequada destes equipamentos pode originar:

  • Queda de cargas suspensas;
  • Colisão com estruturas, equipamentos ou trabalhadores;
  • Entalamentos e esmagamentos;
  • Falhas mecânicas resultantes da utilização incorreta ou da falta de manutenção;
  • Oscilação descontrolada da carga durante a movimentação;
  • Contacto com linhas elétricas ou outros equipamentos, quando aplicável.

 

A maioria destes acidentes pode ser evitada através da adoção de boas práticas de trabalho, da manutenção preventiva dos equipamentos e da promoção de uma cultura de segurança.

 

Verificações antes da operação

 

Antes de iniciar qualquer operação, o operador deve assegurar que:

  • O estado geral da ponte rolante, dos cabos, correntes, ganchos e restantes acessórios de elevação é adequado;
  • Os comandos, travões, limitadores e restantes dispositivos de segurança funcionam corretamente;
  • A carga está corretamente amarrada, equilibrada e dentro da capacidade máxima admissível do equipamento;
  • Os acessórios de elevação se encontram em bom estado de conservação;
  • A área de movimentação está livre de pessoas, obstáculos e outros equipamentos.

Estas verificações simples são fundamentais para prevenir acidentes e garantir uma operação segura.

 

Boas práticas durante a operação

Durante a movimentação das cargas, o operador deve:

  • Nunca transportar cargas suspensas sobre pessoas;
  • Efetuar movimentos suaves, evitando acelerações, travagens ou mudanças bruscas de direção;
  • Manter contacto visual permanente com a carga ou, quando tal não seja possível, recorrer a um sinaleiro devidamente treinado;
  • Respeitar toda a sinalização existente e comunicar eficazmente com os restantes trabalhadores envolvidos na operação;
  • Nunca exceder a capacidade nominal da ponte rolante ou dos acessórios de elevação;
  • Suspender imediatamente a operação sempre que detete qualquer anomalia, ruído invulgar ou funcionamento irregular do equipamento, comunicando a situação ao responsável.

 

Formação, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e sinalização

A operação de pontes rolantes deve ser efetuada exclusivamente por trabalhadores devidamente formados, informados e autorizados pelo empregador.

Os operadores devem conhecer:

  • Os procedimentos de operação segura;
  • Os limites de carga do equipamento;
  • Os métodos corretos de fixação e movimentação das cargas;
  • Os procedimentos de emergência.

 

Durante a operação, devem ser utilizados os Equipamentos de Proteção Individual adequados, nomeadamente:

  • Capacete de proteção;
  • Calçado de segurança;
  • Luvas adequadas ao tipo de carga movimentada;
  • Colete de alta visibilidade, sempre que aplicável.

 

As zonas de operação devem encontrar-se devidamente sinalizadas, incluindo:

  • Aviso de cargas suspensas;
  • Proibição de permanência ou circulação sob cargas suspensas;
  • Identificação visível da capacidade máxima de carga da ponte rolante;
  • Delimitação das áreas de movimentação;
  • Sistemas de aviso visual e/ou sonoro durante as operações.

A utilização segura de pontes rolantes depende da competência dos operadores, da manutenção adequada dos equipamentos e do cumprimento rigoroso das regras de segurança.

Cada operação deve ser planeada e executada com responsabilidade, concentração e espírito de prevenção, protegendo não apenas o operador, mas todos os trabalhadores presentes na área envolvente.

A prevenção é a melhor forma de evitar acidentes. Trabalhe em segurança e contribua para um ambiente de trabalho mais seguro para todos.

 

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

 

 

Fonte:

  • Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). Segurança e Saúde no Trabalho. Disponível em: https://www.act.gov.pt
  • Autoridade para as Condições do Trabalho. Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, na sua redação atual – Regime Jurídico da Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho.
  • Instituto Português da Qualidade (IPQ). NP EN 13155 – Aparelhos de elevação de carga – Segurança – Acessórios amovíveis de elevação de carga.
  • Instituto Português da Qualidade (IPQ). NP EN 15011 – Pontes rolantes e pórticos – Requisitos de segurança.

 

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS EXTREMAS – CALOR

Recomendações para empresas

Autor: Andreia Pereira (TP n.º 29471105RC5)

 

As alterações climáticas têm originado ondas de calor mais frequentes, intensas e prolongadas em Portugal, que têm profundos impactos na Segurança e Saúde do Trabalho/Saúde Ocupacional (SST/SO).

A exposição a temperaturas elevadas no local de trabalho reduz a concentração, aumenta a probabilidade de acidentes e contribui para o aparecimento de lesões e doenças relacionadas com o calor.

A Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro, estabelece que os empregadores devem assegurar locais de trabalho seguros e saudáveis e adotar as necessárias medidas de prevenção que garantam uma adequada temperatura.

 

O QUE SÃO CONDIÇÕES CLIMÁTICAS EXTREMAS?

Eventos meteorológicos inesperados, severos ou fora de época que ultrapassam os limites históricos de uma região e que expõem os trabalhadores a temperaturas ambientais muito elevadas ou muito baixas.

 

TRABALHADORES MAIS EXPOSTOS

  • Trabalhadores em ambientes exteriores, sobretudo com exposição direta à radiação solar (ex. construção, agricultura, silvicultura, pesca, recolha de resíduos e de serviços de socorro e emergência);
  • Os trabalhadores em ambientes interiores, particularmente os que desenvolvem a atividade profissional em espaços quentes (como estufas, zonas de fornos e de fundição) e em locais que não tenham um isolamento adequado e/ou um sistema de arrefecimento/climatização.

 

PRINCIPAIS RISCOS PARA A SAÚDE – CALOR

O stress térmico ocorre quando o organismo é exposto a temperaturas extremas e não consegue manter a temperatura corporal ideal, entre 36°C e 37°C, podendo causar desde um desconforto ligeiro até quadros clínicos graves.

A gravidade dos efeitos na saúde pode aumentar quando a temperatura elevada se conjuga com níveis elevados de poluição atmosférica (ex. ozono e partículas finas) ou com outros fatores de risco (ex. agentes químicos e radiação UV).

 

PRINCIPAIS MEDIDAS DE PREVENÇÃO – CALOR

As empresas devem elaborar um plano de prevenção específico para temperaturas elevadas, para aplicar sobretudo em eventos de temperaturas extremas e ondas de calor.

Organização do trabalho

  • Limitar o tempo de exposição a temperaturas elevadas e/ou aumentar o tempo de recuperação numa zona fresca;
  • Introduzir padrões de trabalho flexíveis, como rotação de postos de trabalho que incluam zonas frescas;
  • Planear as tarefas de maior exigência física para os períodos mais frescos do dia (manhã cedo, final do dia);
  • Introduzir pausas regulares, mais frequentes e/ou com tempos de recuperação mais longos, à medida que a temperatura aumenta;
  • Alterar metas e ritmos de trabalho para facilitar a realização das tarefas e reduzir o esforço físico;
  • Garantir que nenhum trabalhador realiza tarefas de maior risco de exposição ao calor isoladamente.

 

Hidratação

  • Disponibilizar água potável fresca de forma permanente e próxima do local de trabalho;
  • Incentivar a ingestão de água a cada 15–20 minutos, mesmo sem sensação de sede.

 

Medidas técnicas ou de engenharia

  • Assegurar áreas de descanso com sombra ou climatizadas, o mais próximo possível do posto de trabalho;
  • Recorrer à utilização de equipamentos de processos automatizados, que evitem o esforço físico;
  • Sempre que possível, recorrer à ventilação mecânica, ar condicionado ou sistemas de arrefecimento localizado;
  • Uso de barreiras que refletem ou absorvem o calor;
  • Isolamento de processos, máquinas ou instalações geradoras de calor.

 

Vestuário, EPI e proteção solar

  • Adequar o vestuário de trabalho às temperaturas elevadas sem comprometer a proteção exigida pela atividade;
  • Garantir que os EPI são compatíveis com as temperaturas elevadas e utilizados apenas no período considerado necessário;
  • Disponibilizar chapéu com proteção UV (preferencialmente de abas largas), óculos de sol e protetor solar para atividades profissionais em ambiente exterior com exposição à radiação solar.

 

Informação e formação

  • Dar formação a trabalhadores e supervisores para reconhecer precocemente os sinais de desidratação, exaustão pelo calor e outras complicações de saúde;
  • Designar responsáveis com formação em primeiros socorros em cada turno/jornada de trabalho.

 

ATUAÇÃO EM CASO DE EMERGÊNCIA

Suspeita de insolação:

  1. Levar a vítima para um local fresco;
  2. Retirar a roupa em excesso;
  3. Arrefecer o corpo com água;
  4. Dar água apenas se estiver consciente;
  5. Contactar imediatamente o 112.

As empresas não podem continuar a ignorar o óbvio: as temperaturas estão gradualmente a tornar-se insuportáveis para manter os postos de trabalho como sempre os conhecemos.

É imprescindível que os empregadores tomem medidas e assumam a responsabilidade de assegurar postos de trabalho saudáveis.

A Medilogics, S.A. é o seu parceiro para o auxiliar a implementar as melhores medidas.

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

 

Referências:

DGS – Programa Nacional de Saúde Ocupacional 2030; WHO – Climate change and workplace heat stress: technical report and guidance (2025); ILO – Ensuring safety and health at work in a changing climate (2024); EU-OSHA – Heat at Work – guidance for workplaces (2023); Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro; Plano Nacional de Preparação e Resposta Sazonal em Saúde 2026–2027 (DGS/DE-SNS).

ACT- https://portal.act.gov.pt/Pages/campanha-iberica-alteracoes-climaticas.aspx

Documentos informativos:

DGS- PROTEÇÃO DOS TRABALHADORES EXPOSTOS A TEMPERATURAS ELEVADAS E A ONDAS DE CALOR – Recomendações para as empresas: https://www.dgs.pt/saude-ocupacional/documentos-so/recomendacoes-calor-pdf.aspx

ACT- CAMPANHA IBÉRICA ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

FOLHETOS

Mitos e verdades | Exposição ao calor

Exposição a condições climáticas extremas | Calor

Exposição a condições climáticas extremas | Calor – Trabalhador

Exposição a condições climáticas extremas | Calor – Empregador

Exposição a condições climáticas extremas – Frio | Aprenda a proteger-se no local

Exposição a condições climáticas extremas – Frio | Hipotermia

Exposição a condições climáticas extremas – Frio | Empregador

Vídeos

ACT Informa+ Calor

ACTinforma+ Desidratação

ACT Informa+ Hidratação

ACTinforma+ Exposição ao frio | Mito ou verdade

ACTinforma+ Gestão do stresse térmico pelo frio

ACTinforma+ Beber álcool aquece no inverno: mito ou verdade?

SAÚDE MENTAL NO TRABALHO

“Burnout: Reconhecer, Prevenir e Cuidar”

Julho e o aumento do stress laboral

Julho é um mês intenso para muitos trabalhadores: metas acumuladas, fadiga acumulada e o desafio acrescido de conciliar a vida pessoal com as obrigações profissionais. As campanhas de saúde mental desenvolvidas ao longo de 2026 reforçam a importância de reconhecer os sinais precoces de exaustão, promovendo a proteção ativa do bem‑estar emocional.

 O que é burnout e porque surge?

O burnout manifesta‑se através de exaustão física e mental, irritabilidade, perda de motivação e um sentimento de ineficácia profissional. Publicações recentes da NVIDAS reiteram que o stress laboral é uma realidade complexa e que o pedido de apoio especializado é fundamental.

A NVIDAS – Saúde ao Domicílio, Lda, atualmente focada no atendimento clínico presencial e registado oficialmente na valência de prática clínica geral, disponibiliza consultas de Psiquiatria, uma especialidade essencial para:

  • Gestão de perturbações de ansiedade e depressivas
  • Tratamento clínico e acompanhamento do burnout;
  • Desenvolvimento de estratégias de regulação emocional.

Se sente exaustão extrema, irritabilidade ou perda de energia, este é o momento de agir. O burnout não reverte de forma espontânea, exige uma abordagem clínica adequada e personalizada.

📞 Agende já a sua consulta de Psiquiatria: 224 673 570
📧 geral@nvidas.pt
📍 Rua Eng.º Farinas de Almeida, 333 • 4510‑260 São Pedro da Cova, Gondomar

GESTÃO DE EQUIPAS – FORMAÇÃO EM SEGURANÇA ALIMENTAR

 

Reforço de Verão: A importância da Formação em Segurança Alimentar 👥

O mês de agosto traz frequentemente um aumento no volume de clientes e a necessidade de integrar colaboradores temporários. Uma equipa recém-chegada necessita de adaptação rápida, mas a Segurança Alimentar não pode sofrer pausas.

A falta de conhecimento em boas práticas de higiene é uma das maiores fontes de risco numa cozinha profissional. Garantir que os colaboradores sazonais compreendem as regras básicas de manipulação de alimentos, higiene pessoal e prevenção de contaminação cruzada é essencial. A formação adequada reduz o desperdício alimentar, otimiza o trabalho e protege o negócio de coimas e problemas legais.

A Biocheck disponibiliza programas de formação dinâmicos e adaptados à realidade de cada negócio, capacitando as equipas — fixas e temporárias — para trabalharem com o máximo de segurança e rigor.

Prepare a sua equipa para o pico de trabalho. Agende uma formação in loco com os especialistas da Biocheck.

👉 Explore o nosso plano de Formações: https://biocheck.pt/homepage/

📍 Rua da Paz, 66 – 4050-461 Porto | 📞 225 433 723

 

📚 Referência Técnica/Legal:

Regulamento (CE) n.º 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, Anexo II, Capítulo XII, que estabelece a obrigatoriedade de os operadores garantirem supervisão, instrução e formação em higiene alimentar para todos os manipuladores de alimentos.

 

RUÍDO NO TRABALHO: UM RISCO INVISÍVEL

 

Autor: Ana Rodrigues (TSST; TP n.º 30871202RC5)

Embora muitas vezes despercebido, o ruído no ambiente de trabalho é um risco silencioso que pode ter consequências sérias e duradouras para a saúde dos trabalhadores. A exposição prolongada a níveis elevados de ruído não só prejudica a audição, como também afeta o bem-estar geral, a concentração e a produtividade.

Consequências da exposição ao ruído

A exposição contínua ao ruído pode provocar:

  • Perda auditiva progressiva: danos irreversíveis que se acumulam ao longo do tempo;
  • Zumbidos persistentes: sensação contínua de som nos ouvidos que prejudica o descanso e a concentração;
  • Aumento do stress e da fadiga: o ruído constante gera desconforto físico e mental;
  • Diminuição da concentração: impactando a eficiência e a qualidade do trabalho realizado.

Legislação e obrigatoriedade

De acordo com a Legislação Portuguesa sobre Ruído no Trabalho (Decreto-Lei n.º 182/2006, de 6 de setembro), os empregadores têm a obrigação legal de avaliar os postos de trabalho quanto à exposição ao ruído e implementar medidas de prevenção quando os níveis ultrapassam os limites estabelecidos.

Esta avaliação é fundamental para:

  • Identificar situações de risco;
  • Garantir a proteção da saúde auditiva dos trabalhadores;
  • Cumprir a legislação em vigor e evitar penalizações.

Medidas preventivas essenciais

Prevenir os efeitos do ruído é fundamental para proteger a saúde auditiva e o bem-estar dos trabalhadores. Algumas medidas incluem:

  • Avaliação regular dos níveis de ruído nos postos de trabalho: realizada por técnicos qualificados;
  • Implementação de medidas de controlo: como barreiras acústicas, manutenção de equipamentos e reorganização de espaços;
  • Utilização de protetores auditivos adequados: tampões ou auscultadores de proteção certificados;
  • Vigilância da saúde auditiva: exames periódicos obrigatórios para detetar precocemente qualquer alteração.

O ruído não se vê, mas os seus efeitos podem ser irreversíveis.

A exposição excessiva ao ruído no local de trabalho pode causar perda auditiva, fadiga, stress e redução da produtividade. Avaliar e controlar este risco não é apenas uma obrigação legal, é um investimento na saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores.

A Medilogics dispõe de técnicos qualificados para realizar avaliações de exposição ao ruído e apoiar a implementação das medidas de prevenção adequadas.

Já avaliou os níveis de ruído na sua empresa? Contacte-nos e garanta um ambiente de trabalho mais seguro.

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

Referências Bibliográficas

  • Decreto-Lei n.º 182/2006, de 6 de setembro. Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído.
  • Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). (2023). Ruído no trabalho. Disponível em: https://www.act.gov.pt

SEGURANÇA NO VERÃO E SAÚDE RESPIRATÓRIA

“Proteger Hoje Para Aproveitar Melhor o Verão”

JUNHO: O MÊS QUE MARCA O ARRANQUE DO VERÃO

Com a chegada de junho, começam os dias mais quentes, maior exposição solar e o aumento das atividades ao ar livre. É também a altura em que surgem mais episódios de desidratação, alergias sazonais, crises respiratórias e pequenos acidentes domésticos — especialmente entre crianças e adultos mais vulneráveis.

As campanhas de saúde portuguesas, ao longo de 2026, realçam a importância da prevenção, da educação e da vigilância clínica nas épocas de maior exposição ambiental, reforçando o papel das consultas médicas na antecipação de problemas frequentes no verão.

Este é, portanto, o momento ideal para orientar famílias, reorganizar cuidados e garantir que todos entram no verão com segurança e saúde.

CUIDADOS ESSENCIAIS PARA UM VERÃO TRANQUILO

2.1. Prevenir riscos típicos de junho

Com o calor, surgem desafios como:

  • Desidratação, especialmente em crianças e idosos;
  • Alergias sazonais, que agravam sintomas respiratórios;
  • Problemas pulmonares, como tosse persistente, bronquite ou agravamento de doenças respiratórias crónicas;
  • Exposição solar excessiva, originando queimaduras e mal‑estar;
  • Acidentes leves, resultantes de desatenção em atividades ao ar livre.

Campanhas de saúde sublinham que, nesta época do ano, a prevenção passa por hidratação adequada e contínua, proteção solar e vigilância médica sempre que surgem sintomas persistentes.

2.2. Como a NVIDAS acompanha a saúde no verão

A NVIDAS – Saúde ao Domicílio, Lda, atualmente focada no atendimento clínico presencial, está oficialmente registada como entidade prestadora de prática médica de clínica geral em ambulatório, sediada na Rua Eng.º Farinas de Almeida, 333 • São Pedro da Cova.

A empresa disponibiliza especialidades essenciais nesta época, incluindo:

  • Clínica Geral — avaliação de sintomas, acompanhamento de alergias e vigilância de sinais de alerta;
  • Pneumologia — acompanhamento respiratório especializado, muito procurado por utentes com tosse crónica ou dificuldades respiratórias, conforme enfatizado nas comunicações recentes da NVIDAS.
  • Psiquiatria — apoio emocional, importante para gerir ansiedade sazonal ou stress que se intensifica em mudanças de rotina.

2.3. Porquê procurar ajuda clínica em junho?

Muitos problemas começam de forma silenciosa e agravam‑se com o calor.
A consulta de Clínica Geral permite detectar precocemente sinais de desidratação, infeções sazonais e crises respiratórias.
A consulta de Pneumologia é essencial se houver tosse há mais de três semanas, falta de ar, chiadeira no peito ou agravamento de alergias — sintomas que a NVIDAS identifica frequentemente nas suas comunicações clínicas.

PROTEGER É SIMPLES: O PRIMEIRO PASSO É AGENDAR A SUA CONSULTA

Junho é o mês ideal para reforçar cuidados e preparar o corpo para um verão saudável e seguro. Pequenas medidas de prevenção — combinadas com vigilância médica — fazem uma enorme diferença para evitar problemas respiratórios, alergias ou episódios de desidratação.

A NVIDAS está pronta para o receber com uma equipa multidisciplinar, atendimento próximo e marcação rápida, garantindo que entra no verão com saúde e tranquilidade.

📞 GARANTA JÁ A SUA CONSULTA NA NVIDAS

Clínica Geral
Pneumologia
Psiquiatria

📞 Telefone: 224 673 570

📧 E-mail: geral@nvidas.pt

📍 Morada: Rua Eng.º Farinas de Almeida, 333 • 4510‑260 São Pedro da Cova, Gondomar