RELATÓRIO ÚNICO DE 2025

Exmos. Senhores,

Informamos que o período de entrega do Relatório Único 2025, decorrerá entre 04  a 30 de maio de 2026.

O Relatório Único (RU), referente à informação sobre a atividade social da empresa, constitui uma obrigação anual, a cargo dos empregadores (empresas com trabalhadores por conta de outrem), com conteúdo e prazo de apresentação regulados na Portaria nº.55/2010, de 21 de janeiro.

A Medilogics como empresa prestadora de serviços de segurança e saúde do trabalho e no âmbito do contrato, fará o preenchimento do ANEXO D, o relatório anual da atividade do serviço de segurança e saúde no trabalho.

O QUE É NECESSÁRIO PARA A MEDILOGICS PROCEDER AO PREENCHIMENTO DO ANEXO D DO RU 2025?

INFORMAÇÕES RELATIVAS AO PROCESSO

  • O preenchimento do anexo D será efetuado por ordem da delegação. Salienta-se que sem a operação de delegação não será possível o preenchimento do mesmo.
  • ATENÇÃO: VALIDE PRIMEIRO A ESTRUTURA EMPRESARIAL : Na sequência da utilização das novas tabelas oficiais de CAE (Classificação de Atividades Económicas) e DMF (Distrito/Município/Freguesia), deve confirmar se os campos associados, na estrutura da Empresa e Unidades Locais, têm um código válido inserido e só depois descarregar a aplicação de preenchimento.
  • Alteração dos códigos de Freguesias : Na sequência da alteração dos códigos de Freguesias (que pode consultar aqui: https://smi.ine.pt/Versao/Download/10677) informa-se que as entidades que se encontrem nas Freguesias extintas devem atualizar a informação tendo em conta os novos códigos, para tal, terão que clicar em EDITAR UL>>Alteração de Morada>>Correção de Morada e corrigir o campo Dist/Mun/Freg.
  • Classificação de Atividades Económicas (CAE Rev4): Na sequência da aplicação da nova revisão da Classificação de Atividades Económicas (CAE Rev4) informa-se que, nos casos em que a conversão foi possível, ela foi traduzida na estrutura empresarial das entidades em SUL. Nas restantes situações devem as entidades proceder à inserção da nova CAE e validar a estrutura empresarial.
  • Caso pretendam efetuar o preenchimento do anexo D do RU e para tal necessitem de informação sobre os dados de medicina, podem solicitá-la através do endereço de email: seguranca@medilogics.pt

QUE INFORMAÇÕES PRECISAMOS PARA PREENCHER O SEU ANEXO D 2025?

DOCUMENTO DE RECOLHA DE DADOS: Por favor, descarregue aqui e preencha este documento, com os dados necessários para o anexo D do R…,e envie-nos, como anexo para o email seguranca@medilogics.pt.

Obrigado pela sua preferência nos nossos serviços.

Sem outro assunto de momento, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.

Atentamente Medilogics.

SAÚDE MENTAL NO TRABALHO

Autor: Beatriz Pinheiro (TSST; TP n.º 11212507ET6)

SINAIS DE ALERTA E PREVENÇÃO

As doenças mentais relacionadas com o trabalho têm vindo a aumentar de forma significativa nos últimos anos. O ambiente laboral pode ser um espaço de realização e crescimento, mas também de stresse intenso, pressão constante e frustração, fatores que, quando persistentes, afetam negativamente a saúde mental dos trabalhadores.

De acordo com a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), um em cada seis trabalhadores sofre anualmente de problemas de saúde mental, o que evidencia a dimensão e a relevância deste tema no contexto profissional.

Riscos psicossociais no trabalho

Os fatores de risco psicossociais estão relacionados com a conceção, organização e gestão do trabalho, bem como com o contexto social do ambiente profissional. Quando interagem com as características individuais de cada trabalhador, podem ter impactos negativos não só na saúde mental, mas também na saúde física e social.

A ACT refere ainda que o burnout é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma síndrome associada ao trabalho, resultante de stresse crónico mal gerido.

 

Principais fatores de risco psicossociais

Os riscos psicossociais estão diretamente associados a vários aspetos do trabalho, nomeadamente:

  • Organização e conteúdo do trabalho

Carga de trabalho excessiva ou desequilibrada, falta de autonomia e de controlo, prazos apertados e tarefas repetitivas;

  • Ambiente de trabalho

Falta de apoio por parte de colegas e superiores, conflitos interpessoais, situações de violência, assédio moral ou sexual e discriminação;

  • Horário de trabalho

Horários inflexíveis, trabalho por turnos e longas jornadas de trabalho;

  • Falta de clareza e reconhecimento

Objetivos pouco definidos, expectativas pouco claras e ausência de reconhecimento profissional;

  • Insegurança no emprego

Incerteza quanto à estabilidade do posto de trabalho e ao futuro profissional.

Prevenção e promoção da saúde mental

Cuidar da saúde mental no trabalho não é apenas um benefício individual, mas uma estratégia essencial para o sucesso, a inovação e a sustentabilidade das organizações. Estudos indicam que as empresas que investem na promoção da saúde mental obtêm um retorno médio de quatro vezes em produtividade.

A prevenção passa por:

  • Identificação e avaliação dos riscos psicossociais;
  • Promoção de ambientes de trabalho saudáveis e equilibrados;
  • Incentivo ao diálogo e à comunicação aberta;
  • Implementação de medidas de apoio e acompanhamento adequado.

O papel da liderança

A chefia e a administração têm um papel determinante na promoção da saúde mental. Líderes conscientes, empáticos e atentos conseguem identificar sinais precoces de mal-estar, promover uma cultura de apoio e encaminhar os trabalhadores para os recursos e o apoio mais adequados.

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

Fontes:

 

PREVENÇÃO CARDIOVASCULAR

 

Autor: Doutor Luís Rocha Médico do Trabalho (OM 33389)

“Cuidar do Coração é Cuidar do Futuro”

No mês de maio, diversas campanhas de saúde reforçam a importância dos cuidados preventivos, com particular destaque para a prevenção cardiovascular, evidenciando que a saúde do coração depende de escolhas consistentes ao longo da vida.

Este período constitui uma oportunidade privilegiada para reforçar hábitos saudáveis, monitorizar a tensão arterial, controlar os níveis de glicemia e colesterol, bem como agendar uma consulta de avaliação clínica.[agenciakos.com.br]

Com o aumento da atividade social e a transição gradual das condições climatéricas, é frequente a desorganização das rotinas diárias, podendo ocorrer maior cansaço, sedentarismo e padrões alimentares menos equilibrados — fatores que influenciam diretamente a saúde cardiovascular.

COMO O CORAÇÃO REAGE AO DIA A DIA

O coração é um dos órgãos mais sensíveis ao estilo de vida. Fatores como o stress, a privação de sono e o sedentarismo contribuem para o aumento do desgaste cardiovascular e para o risco de desenvolvimento de doenças associadas.

A evidência científica demonstra que pequenas alterações comportamentais — como a prática regular de atividade física, a adoção de uma alimentação equilibrada e o acompanhamento clínico periódico — podem reduzir significativamente o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e de doenças cardíacas.[agenciakos.com.br]

A NVIDAS – Saúde ao Domicílio, Lda, atualmente com atividade em contexto de clínica presencial, encontra-se registada na área da prática clínica geral em ambulatório, disponibilizando consultas de Clínica Geral, Pneumologia e Psiquiatria, com marcação célere.
As consultas de Clínica Geral são fundamentais para: [diretorion…alsaude.pt]

  • Monitorizar tensão arterial;
  • Avaliar colesterol e glicemia;
  • Identificar precocemente fatores de risco;
  • Encaminhar para exames quando necessário.

As publicações clínicas da NVIDAS mostram que esta especialidade faz parte do seu núcleo ativo de serviços e está disponível para marcação imediata. [medis.pt]

AGIR HOJE PARA VIVER MELHOR AMANHÃ

A prevenção cardiovascular constitui um investimento essencial na qualidade de vida. A realização de avaliações médicas regulares permite a deteção precoce de alterações silenciosas que, quando tratadas atempadamente, podem prevenir complicações de maior gravidade.

A NVIDAS acompanha-o neste compromisso, disponibilizando um atendimento profissional, próximo e acessível, no coração de Gondomar.

Agende já a sua consulta de Clínica Geral:

📍 Morada –Rua Eng.º Farinas de Almeida, 333 • 4510‑260 São Pedro da Cova, Gondomar

📧 Email – geral@nvidas.pt  | 📞 224 673 570

 

Referências Bibliográficas

https://diretorionacionalsaude.pt/hospitais-clinica

https://www.medis.pt/vantagens/rede-medis/

https://agenciakos.com.br/redes-sociais-para-clinicas/

 

ERGONOMIA NO TRABALHO: PREVENIR LESÕES E PROMOVER O BEM-ESTAR

 

Autor: Ana Rodrigues (TSST; TP n.º 30871202RC5)

Na sua empresa, o bem-estar dos trabalhadores é fundamental para garantir produtividade, motivação e saúde a longo prazo. A ergonomia no trabalho desempenha um papel essencial ao adaptar o ambiente e as tarefas às capacidades e necessidades de cada trabalhador, prevenindo lesões, fadiga e problemas de saúde que podem surgir com o tempo.

 

Por que a ergonomia é importante?

Um posto de trabalho mal-organizado ou inadequado pode causar impactos significativos na saúde física e mental. Trabalhadores desconfortáveis ou sobrecarregados estão mais propensos a dores musculoesqueléticas, stress e absentismo, afetando não só o seu bem-estar, mas também o desempenho da equipa e da empresa.

 

Principais riscos ergonómicos

Os riscos mais comuns associados a uma má ergonomia incluem:

  • Posturas incorretas ou mantidas por longos períodos: podem causar dores na coluna, pescoço e ombros.
  • Movimentos repetitivos: aumentam o risco de tendinites e síndrome do túnel cárpico.
  • Manuseamento manual de cargas: sem técnicas adequadas, podem surgir lesões nas costas e articulações.
  • Postos de trabalho mal ajustados: cadeiras, mesas ou equipamentos inadequados aumentam o desconforto e a fadiga.
  • Trabalho prolongado ao computador: favorece tensão ocular, dores musculares e cansaço mental.

 

Medidas preventivas essenciais

A prevenção é sempre a melhor abordagem. Algumas estratégias eficazes incluem:

  • Ajuste correto de cadeiras, mesas e ecrãs: um posto de trabalho adaptado à altura e postura do trabalhador reduz a sobrecarga muscular.
  • Pausas regulares para alongamentos: pequenas pausas ao longo do dia ajudam a relaxar músculos e articulações.
  • Formação sobre posturas corretas e técnicas de trabalho: sensibilizar os trabalhadores para hábitos saudáveis diminui riscos a longo prazo.
  • Avaliação ergonómica dos postos de trabalho: especialistas podem identificar melhorias e sugerir adaptações personalizadas.

Investir em ergonomia não é apenas cuidar da saúde dos trabalhadores; é também potenciar a eficiência, reduzir custos com absentismo e criar um ambiente de trabalho mais seguro e agradável.

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

Referências Bibliográficas

  • Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). (2023). Ergonomia no local de trabalho. Disponível em: https://www.act.gov.pt
  • European Agency for Safety and Health at Work (EU-OSHA). (2022). Work-related musculoskeletal disorders: prevention report.

 

PRIMAVERA E SAÚDE MENTAL: EQUILÍBRIO, PREVENÇÃO E CUIDADO CLÍNICO

 

Autor: Doutor Luís Rocha Médico do Trabalho (OM 33389)

A Chegada da Primavera e a Saúde Mental

A primavera assinala o início de dias mais longos, maior exposição à luz natural e uma sensação geral de renovação. No entanto, esta estação pode também estar associada a alterações no humor, cansaço mental, ansiedade e dificuldades de adaptação. Em Portugal, as campanhas de sensibilização para a saúde mental reforçam, de forma consistente, a importância de abordar estas questões numa perspetiva preventiva.

Durante este período, é comum que muitas pessoas experienciem alterações emocionais associadas à mudança de ritmo, à oscilação dos níveis de energia e à necessidade de reorganização das rotinas.
Neste contexto, a NVIDAS destaca a importância de cuidar da saúde mental e de procurar avaliação médica sempre que persistam sintomas como irritabilidade, tensão, dificuldades de concentração ou sensação de esgotamento.

Saúde Mental na Prática: O Que Acontece Nesta Fase do Ano?

  1. Mudanças sazonais e impacto emocional

A transição para a primavera, caracterizada por maior luminosidade e estímulos externos, pode desencadear alterações fisiológicas e emocionais. O equilíbrio emocional não depende apenas de fatores psicológicos, sendo também influenciado por ritmos biológicos que variam com as estações do ano.

Assim, oscilações de humor são relativamente frequentes nesta fase, devendo ser acompanhadas com especial atenção em pessoas com historial de ansiedade, depressão ou exposição prolongada ao stress.

  1. Sintomas mais comuns nesta época do ano

Entre os sinais de alerta mais frequentes, reportados, destacam-se:

  • Fadiga mental;
  • Irritabilidade ou ansiedade;
  • Dificuldades de concentração;
  • Alterações no sono;
  • Sensação de sobrecarga emocional;
  • Dificuldade em retomar rotinas.

Quando persistentes, estes sintomas podem justificar uma avaliação clínica, sendo a intervenção precoce fundamental para prevenir o seu agravamento.

Cuidar da Mente é Cuidar da Vida

Abril é um período propício à recuperação de energia e ao restabelecimento do equilíbrio emocional.
Se, com a chegada da primavera, sente maior sensibilidade, cansaço, dificuldade de concentração, ou instabilidade emocional, é importante procurar apoio clínico.

A intervenção precoce contribui significativamente para a melhoria da qualidade de vida, redução de sintomas e promoção do bem-estar ao longo do ano.

A NVIDAS encontra-se disponível para o apoiar, através de um acompanhamento profissional e próximo, centrado no utente e na melhoria contínua da sua saúde.

📞 Agende já a sua consulta na NVIDAS

Clínica Geral
Psiquiatria
Pneumologia

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ABSENTISMO LABORAL: UM DESAFIO COM IMPACTO NAS ORGANIZAÇÕES

 

Autor: Beatriz Pinheiro (TSST; TP n.º 11212507ET6)

O absentismo laboral representa atualmente um dos principais desafios para as organizações, com impactos diretos na produtividade, no desempenho das equipas, no aumento dos custos operacionais e na própria organização do trabalho.

De acordo com dados da Eurostat, em Portugal, no ano de 2024, a taxa média de absentismo situou-se nos 10,6%, valor superior à média europeia (10,2%). Já segundo a OCDE, cada trabalhador em Portugal perde, em média, 11 a 13 dias de trabalho por ano, enquanto a média europeia ronda apenas 8 a 9 dias.

O que é o absentismo laboral?

O absentismo laboral corresponde à ausência do trabalhador no local de trabalho durante o horário laboral, quer se trate de faltas justificadas ou injustificadas. Este fenómeno pode assumir várias formas, nomeadamente:

  • Ausências por doença;
  • Acidentes de trabalho;
  • Fadiga física ou mental;
  • Outras situações que afetam a capacidade de presença regular no trabalho.

Principais causas do absentismo

O absentismo raramente resulta de um único fator. Entre as causas mais frequentes destacam-se:

  • Condições de trabalho inadequadas;
  • Problemas de saúde relacionados ou não com a atividade profissional;
  • Fadiga e desgaste físico;
  • Stress laboral e riscos psicossociais;
  • Falta de acompanhamento preventivo da saúde;
  • Organização do trabalho pouco equilibrada.

O papel da Segurança e Saúde no Trabalho

Neste contexto, a Segurança e Saúde no Trabalho (SST) assume um papel essencial na identificação dos fatores de risco e na implementação de medidas preventivas que promovam ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e equilibrados.

A aposta em:

  • Prevenção de riscos profissionais;
  • Vigilância da saúde adequada;
  • Avaliação ergonómica dos postos de trabalho;
  • Gestão dos riscos psicossociais;
  • Melhoria contínua das condições de trabalho

contribui de forma significativa para a redução do absentismo, para o bem-estar dos trabalhadores e para o aumento da motivação e estabilidade das equipas.

Um investimento com retorno

As empresas que valorizam a Segurança e Saúde no Trabalho não só cumprem as suas obrigações legais, como ficam melhor preparadas para enfrentar o desafio do absentismo de forma estratégica, eficaz e sustentável, promovendo uma cultura organizacional mais saudável e produtiva.

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

Fontes:

 

 

OBRAS EM CURSO? ATENÇÃO ÀS NOVAS REGRAS PARA ALOJAMENTO DE TRABALHADORES

 

Autor: Ana Rodrigues (TSST; TP n.º 30871202RC5)

Foi publicado o Decreto-Lei n.º 123/2025, que estabelece um novo regime aplicável ao alojamento temporário de trabalhadores deslocados do setor da construção civil, revogando um enquadramento legal claramente desatualizado.

Este diploma surge para responder à crescente necessidade de alojamento digno, seguro e temporário, associada ao aumento de grandes obras públicas e privadas em Portugal.

A quem se aplica?

Aplica-se a todas as entidades públicas e privadas que executem obras de construção civil e que disponibilizem alojamento temporário a trabalhadores deslocados que não consigam regressar diariamente à sua residência habitual.

O que se entende por alojamento temporário?

São espaços destinados exclusivamente a fins habitacionais, associados a uma obra concreta, podendo assumir três tipologias:

  • Edificações provisórias (contentores ou módulos desmontáveis);
  • Edifícios adaptados (imóveis não habitacionais convertidos);
  • Edifícios de habitação existentes, já prontos a usar.

Principais obrigações do empregador

O empregador é responsável por:

  • Garantir condições dignas de segurança, saúde, higiene, conforto e descanso;
  • Suportar todos os custos do alojamento, sem qualquer desconto no salário;
  • Elaborar um plano de alojamento temporário, integrado na segurança e saúde da obra;
  • Criar um regulamento interno de utilização;
  • Assegurar inspeções regulares, auditorias e manutenção;
  • Promover formação e informação aos trabalhadores alojados.

Procedimentos obrigatórios antes da utilização

Antes de o alojamento poder ser utilizado, é obrigatório:

  • Aprovação ou validação do plano de alojamento temporário;
  • Vistoria inicial realizada pelo coordenador de segurança em obra;
  • Emissão de uma declaração de conformidade;
  • Aceitação escrita do regulamento interno por cada trabalhador.

Limites e duração

  • O alojamento está associado exclusivamente à duração da obra;
  • A permanência contínua dos trabalhadores não deve exceder 36 meses;
  • Após o fim da obra, é obrigatória a reposição da situação anterior, com prazos bem definidos.

Fiscalização e contraordenações

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) é responsável pela fiscalização.
O incumprimento pode originar contraordenações leves, graves ou muito graves, com coimas significativas para o empregador.

Em resumo:

Este decreto-lei reforça a responsabilidade das empresas da construção na disponibilização de alojamento temporário, garantindo condições dignas, maior controlo, planeamento rigoroso e fiscalização efetiva.

Se a sua empresa executa obras com trabalhadores deslocados, é fundamental avaliar práticas atuais e garantir conformidade com o novo regime legal.

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

 

Referências Bibliográficas

  • Decreto-Lei n.º 123/2025, de 11 de outubro. — Estabelece os requisitos aplicáveis ao alojamento temporário destinado a trabalhadores deslocados do setor da construção civil.

RADIAÇÃO ÓTICA ARTIFICIAIS (ROA) E CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS (CEM)

 

Autor: Andreia Pereira, TP n.º 29471105RC5

No passado dia 4 de dezembro de 2025, a Medilogics, S.A. participou na sessão técnica sobre radiações óticas e campos eletromagnéticos organizada pelo IEP e a ABIMOTA, em Águeda. Assim aproveitamos para partilhar informação relevante para os nossos clientes neste âmbito.

Exposição a Radiações Óticas Artificiais (ROA)

O que são?

Radiações eletromagnéticas entre 100 nm e 1 mm, incluindo luz visível, UV e infravermelho. Podem ser coerentes (laser) ou não coerentes (soldadura, iluminação intensa, tratamentos UV, artes e espetáculos).

A Radiação Ótica divide-se em dois tipos:

  1. Radiação coerente (Laser);
  2. Radiação não coerente (todos os outros).

Tipos de fontes de radiação:

  • Trabalhos a altas temperaturas;
  • Fornos de siderurgias;
  • Trabalhos em metal que implique soldadura;
  • Trabalhos gráficos (p.ex. fotopolarização);
  • Ensaios não destrutivos (p.ex. UV);
  • Diagnóstico e tratamento médico;
  • Tratamento de águas residuais;
  • Artes e espetáculos.

Legislação aplicável:

Lei 25/2010, de 30 de agosto (estabelece as prescrições mínimas para proteção dos trabalhadores contra os riscos para a saúde e a segurança devidos à exposição, durante o trabalho, a radiações óticas de fontes artificiais, transpondo a Diretiva n.º 2006/25/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de Abril) e normas EN 62471, EN 62778, EN 60825.

Efeitos no corpo humano:

  • Pele (eritema, pigmentação, risco de cancro) e
  • olhos (conjuntivite, cataratas).

Obrigações do empregador:

  • Avaliar fontes;
  • medir irradiância e radiância;
  • eliminar ou reduzir riscos (barreiras, EPIs);
  • sinalizar, informar e formar trabalhadores;
  • garantir vigilância da saúde.

Exposição Humana a Campos Eletromagnéticos (CEM)

O que são?

Campos elétricos e magnéticos variáveis no tempo, presentes em equipamentos elétricos, antenas, soldadura por indução, radares, entre outros.

A radiação eletromagnética é constituída por um componente de campo magnético e elétrico, que oscila em ângulos retos entre si e que se deslocam à velocidade da luz.

Alguns equipamentos que requerem uma avaliação de riscos detalhada, nomeadamente:

  • Redes elétricas de energia (I > 100 A; U > 100 ou 150 kV);
  • Eletrólise industrial;
  • Soldadura por pontos, dielétrica, por indução;
  • Deteção elétrica de fissuras;
  • Equipamento médico por campos EM (p. ex. diatermia de onda curta);
  • Aquecimento e secagem industrial por microondas;
  • Antenas de comunicação;

 

Legislação locais de trabalho:

Lei 64/2017, de 7 de agosto– Estabelece as prescrições mínimas em matéria de proteção dos trabalhadores contra os riscos para a segurança e a saúde a que estão ou possam vir a estar sujeitos devido à exposição a campos eletromagnéticos durante o trabalho e transpõe a Diretiva 2013/35/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013

Portaria 1421/2004, de 23 de novembro– Adota as restrições básicas e fixa os níveis de referência relativos à exposição da população a campos eletromagnéticos.

Em cumprimento da Lei nº 102/2009 que obriga os empregadores identificar e evitar os riscos previsíveis em todas as atividades da empresa.

Efeitos da exposição:

A magnitude de um campo eletromagnético diminui rapidamente com a distância da sua fonte.

Os efeitos dos CEM variam com frequência e intensidade e podem ser:

  • Diretos (estimulação elétrica, aquecimento térmico, alterações de fluxo sanguíneo nos membros, alterações da função cerebral alterada, alterações da função cardíaca);

A Lei nº64/2017 (Dir. 2013/35/UE) não aborda os presumíveis efeitos a longo prazo da exposição a campos eletromagnéticos por atualmente não existirem elementos de prova científicos que estabeleçam uma relação causal.

  • e indiretos (interferência com equipamentos, dispositivos médicos eletrónicos, dispositivos médicos usados no corpo- como bombas de insulina- implantes médicos passivos, implantes médicos ativos-tais como estimuladores cardíacos e desfibrilhadores; risco com objetos metálicos; risco de projeção de objetos ferromagnéticos soltos em campos magnéticos estáticos).

Quem?

Trabalhadores em geral e trabalhadores particularmente expostos (com implantes médicos ativos, com implantes médicos passivos que contêm metal, com dispositivos médicos e trabalhadoras grávidas).

Obrigações do empregador:

  • Identificar e medir fontes;
  • sinalizar zonas (NA baixo – laranja; NA alto – vermelho);
  • implementar medidas de proteção (blindagem, limitação de acesso);
  • informar trabalhadores e,
  • avaliar riscos periodicamente.

Guias e Recursos

Tema Link
Guia ROA https://op.europa.eu/pt/publication-detail/-/publication/556b55ab-5d1a-4119-8c5a-5be4fd845b68
Guia CEM https://op.europa.eu/pt/publication-detail/-/publication/c5fb1d53-8775-11e5-b8b7-01aa75ed71a1

 

Fontes:

Conteúdo desenvolvido pelo IEP – Instituto Electrotécnico Português

IEP – Instituto Electrotécnico Português | www.iep.pt | info@iep.pt

 

QUIZ O QUE SABE SOBRE SEGURANÇA NO TRABALHO

Autor: Ana Rodrigues (TSST; TP n.º 30871202RC5)

Teste os seus conhecimentos e descobre se é um verdadeiro especialista em segurança no trabalho!

1. Qual é a principal causa de acidentes de trabalho?

a) Má iluminação
b) Falta de formação adequada
c) Falha em utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs)
d) Cadeiras desconfortáveis

2.O que significa a sigla EPI?

a) Equipamento de Prevenção Individual
b) Equipamento de Proteção Individual
c) Estratégia de Prevenção Industrial
d) Estudo de Prevenção de Incidentes

3.Quantos minutos de pausa se recomendam por cada 2 horas de trabalho em frente ao computador?

a) 5 minutos
b) 10 minutos
c) 15 minutos
d) 20 minutos

4.Se houver um derrame de líquido no chão, qual é a primeira coisa que deves fazer?

a) Ignorar e passar ao lado
b) Avisar o colega mais próximo
c) Sinalizar a área e, se possível, limpar imediatamente
d) Procurar ajuda de um gestor

5.Qual é a frequência mínima recomendada para realizar simulacros de evacuação numa empresa?

a) A cada 3 meses
b) Anualmente
c) A cada 2 anos
d) Apenas em caso de inspeção

6.O que deves verificar antes de usar uma escada?

a) Se está limpa
b) Se está devidamente fixada e em boas condições
c) Se tem mais de 2 metros de altura
d) Se tem roda

7.Qual destas ações é obrigatória ao lidar com produtos químicos?

a) Manter os produtos ao alcance da mão
b) Ler a ficha de segurança do produto (FDS) antes de utilizá-lo
c) Usar luvas apenas se o produto parecer perigoso
d) Armazenar os produtos em prateleiras baixas

8.Qual é o principal objetivo do mapa de riscos numa empresa?

a) Identificar as rotas de fuga
b) Mapear os locais mais seguros
c) Localizar os equipamentos de proteção contra incêndios
d) Identificar e avaliar os riscos no ambiente de trabalho

9.Quando deves usar proteção auditiva?

a) Sempre que fores trabalhar em locais com ruído acima de 80 decibéis
b) Apenas em áreas de construção
c) Somente em casos de ruído extremo
d) Apenas quando houver avisos obrigatórios

10.Qual destes não é um comportamento seguro no local de trabalho?

a) Usar os EPIs fornecidos pela empresa
b) Armazenar materiais no corredor de evacuação
c) Participar em formações sobre segurança
d) Manter a área de trabalho organizada

11.Ao levantar um objeto pesado, qual a técnica correta?

a) Dobrar a cintura e puxar o objeto rapidamente
b) Agachar-se, dobrar os joelhos e manter o objeto próximo ao corpo
c) Pedir ajuda apenas se o objeto for muito grande
d) Usar a força das costas para evitar lesões nas pernas

12.Qual é a função de uma caixa de primeiros socorros no local de trabalho?

a) Guardar documentos da empresa
b) Prover materiais básicos para assistência inicial em emergências
c) Armazenar apenas medicamentos
d) Substituir o atendimento médico especializado

13.Em caso de incêndio, qual é a primeira ação a ser tomada?

a) Combater o fogo sozinho
b) Ativar o alarme de incêndio e evacuar a área
c) Procurar um extintor imediatamente
d) Avisar os colegas e esperar ajuda

14.Qual a principal vantagem de realizar avaliações de risco regularmente?

a) Reduzir custos de manutenção
b) Identificar e mitigar perigos antes que ocorram acidentes
c) Evitar fiscalizações das autoridades
d) Substituir formação de segurança

15.Qual destes fatores NÃO é essencial para um programa de segurança eficaz?

a) Formação regular para os trabalhadores
b) Uso correto de EPIs
c) Penalizar trabalhadores que cometem erros
d) Identificação e monitorização contínua dos riscos

Parabéns por completar o nosso Quiz sobre Segurança no Trabalho!

Independentemente do seu resultado, o mais importante é que está a reforçar os seus conhecimentos sobre práticas seguras e a valorizar um ambiente de trabalho mais saudável e protegido.

Lembre-se de que a segurança no trabalho é uma responsabilidade de todos e começa com pequenas atitudes diárias, como usar os equipamentos de proteção, participar em formações e adotar comportamentos conscientes.

Se tiver dúvidas ou quiser aprofundar algum dos temas abordados, não hesite em procurar mais informações ou partilhar as tuas questões connosco. Juntos, podemos criar um local de trabalho mais seguro para todos!

Fica atento(a) às próximas edições da nossa newsletter para mais dicas, curiosidades e desafios.

 

 

 

Respostas

  1. c) Falha em utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs)
  2. b) Equipamento de Proteção Individual
  3. b) 10 minutos
  4. c) Sinalizar a área e, se possível, limpar imediatamente
  5. b) Anualmente
  6. b) Se está devidamente fixada e em boas condições
  7. b) Ler a ficha de segurança do produto (FDS) antes de utilizá-lo
  8. d) Identificar e avaliar os riscos no ambiente de trabalho
  9. a) Sempre que fores trabalhar em locais com ruído acima de 80 decibéis
  10. b) Armazenar materiais no corredor de evacuação
  11. b) Agachar-se, dobrar os joelhos e manter o objeto próximo ao corpo
  12. b) Prover materiais básicos para assistência inicial em emergências
  13. b) Ativar o alarme de incêndio e evacuar a área
  14. b) Identificar e mitigar perigos antes que ocorram acidentes
  15. c) Penalizar trabalhadores que cometem erros

 

BOLETIM INFORMATIVO: RADÃO NOS LOCAIS DE TRABALHO: UMA OBRIGAÇÃO LEGAL E UM COMPROMISSO COM A SAÚDE

 

Autor: Andreia Pereira (TSST; TP n.º 29471105RC5)

Até 31 de dezembro de 2025, todas as entidades empregadoras em Portugal devem assegurar a avaliação da exposição ao gás radão nos locais de trabalho, conforme estipulado no Decreto-Lei n.º 108/2018 e de acordo com a publicação do Plano Nacional para o Radão (Resolução do Conselho de Ministros nº 150-A/2022, de 29 de dezembro).

O que é o radão?

O radão (Rn) é um gás radioativo, incolor e inodoro, que se forma naturalmente no subsolo. Pode infiltrar-se nos edifícios através de fissuras e acumular-se em espaços interiores, como escritórios, armazéns ou fábricas. A exposição prolongada ao radão é considerada pela Organização Mundial da Saúde como a segunda causa de cancro do pulmão, depois do tabaco, e a primeira causa em não-fumadores.

O que exige a legislação?

De acordo com o artigo 146.º do DL 108/2018, na sua atual redação, os empregadores devem garantir que a concentração de atividade de radão seja tão baixa quanto razoavelmente possível e inferior ao nível de referência nacional de 300 Bq/m³.

A medição deve ser realizada com detetores passivos durante pelo menos três meses, e a frequência da monitorização depende do risco geológico da zona:

  • Anualmente: em zonas de risco elevado;
  • De 5 em 5 anos: em zonas de risco moderado ou baixo.

Porquê medir?

A medição do radão é uma medida preventiva essencial para proteger a saúde dos trabalhadores e promover ambientes laborais seguros. Além de ser uma obrigação legal, é uma responsabilidade ética das organizações que valorizam o bem-estar dos seus trabalhadores.

Recomendações:

  • Verifique se o seu edifício está localizado numa zona de risco elevado (ex.: áreas graníticas como Porto, Braga, Guarda e Viseu).
  • Consulte o Guia para Empregadores da Agência Portuguesa do Ambiente para apoio na implementação das medições e medidas corretivas.
  • Promova a comunicação interna sobre este tema junto dos trabalhadores.

 

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

 

Referências bibliográficas:

Guia para Empregadores da Agência Portuguesa do Ambiente;

DL 108/2018, de 3/12, na sua atual redação;

http://www.apambiente.pt/radao