
Um rastreio tem como objetivo averiguar a presença de doença, assim implica uma avaliação em massa com custos baixos, população definida e capacidade de resposta para o encontrado. Os rastreios estão já bem definidos em grupos populacionais específicos, exemplo do cancro da mama, colorretal e do colo do útero.
As novas recomendações alargam esta lista ao cancro da próstata, para outros tipos e cancro que demonstram beneficiar do rastreio e que apresentam uma grande expressão como são o pulmão e o gástrico.
Ou seja, as novas orientações são para a implementação de programas organizados de rastreio para o cancro da próstata, indicados para casos assintomáticos e homens até aos 70 anos com periodicidade anual.
O cancro da próstata é uma das neoplasias malignas do homem mais frequentes a nível europeu e para além disso uma das mais mortais, sendo apenas ultrapassada pelo cancro do pulmão.
No entanto, esta mortalidade tende a baixar quando o quadro clínico é diagnosticado de forma precoce, porque o tumor é localizado o que facilita o tratamento e aumenta as probabilidades de sobrevivência.
A realização do exame de PSA é o procedimento padrão. O PSA (Prostate Specific Antigen) é uma glicoproteína produzida quase em exclusivo pelas células da próstata, e se aumentada produz mais.
Uma vez que o PSA está presente no sangue, a realização deste teste consiste apenas na recolha de uma pequena amostra sanguínea, de forma indolor e rápida.
Sinais e Sintomas do Cancro da Próstata:
- Micção frequente.
- Fluxo urinário fraco ou interrompido.
- Vontade de urinar frequentemente à noite (Nictúria).
- Sangue na urina ou no sêmen.
- Disfunção erétil.
- Dores ósseas.
- Parestesias membros inferiores (dormência, dores, etc.)
Mensagem Principal:
Na faixa etária acima dos 50 anos ou se fizer parte do grupo de risco com história familiar de cancro da próstata deve seguir estas recomendações europeias para a realização do rastreio.
Luís Rocha
Médico do Trabalho


