Autor: Andreia Pereira (TSST; TP: 29471105RC5)
Sistemas digitais inteligentes: apoiando a segurança e a saúde, apresentando desafios
No âmbito da campanha “Locais de trabalho seguros e saudáveis na era digital”, a EU- OSHA publicou uma nova ficha informativa e uma apresentação no presente mês, que analisa as oportunidades e desafios que os sistemas digitais inteligentes trazem para a segurança e saúde ocupacional.
Os referidos sistemas monitorizam riscos em tempo real e abordam a segurança do trabalho de forma proativa. No entanto, também podem representar novos riscos relacionados com a privacidade de dados, à saúde psicossocial e a dependência excessiva da tecnologia.
É importante saber como otimizar as estratégias que promovem e protegem a segurança e saúde dos trabalhadores.
Os sistemas digitais inteligentes são cada vez mais utilizados em todos os setores e locais de trabalho para monitorizar e melhorar a segurança e a saúde dos trabalhadores. São exemplos:
- equipamento de proteção individual (EPI) inteligente que deteta gases, toxinas, ruído e temperaturas de alto risco;
- dispositivos vestíveis concebidos para interagir com os trabalhadores, como sensores incorporados em capacetes ou óculos de segurança;
- sistemas móveis ou fixos, como drones, para monitorizar áreas perigosas na construção e na exploração mineira;
- software de monitorização;
- aplicações digitais para resposta a emergências;
- ferramentas de realidade virtual ou de realidade aumentada para formação;
- aplicações para telemóveis inteligentes a fim de promover comportamentos mais seguros e saudáveis entre os trabalhadores.
Implicações positivas para a SST
- melhoria da conformidade com os regulamentos em matéria de SST [p. ex., ao fornecerem dados em tempo real sobre a utilização correta de equipamento de proteção individual (EPI)];
- tomada de decisões mais informada, através da produção de informações rigorosas e rápidas sobre SST (parâmetros) e da utilização de algoritmos preditivos;
- execução mais eficaz através da identificação dos riscos a nível agregado;
- oportunidades de formação num ambiente de realidade virtual;
- maior acessibilidade para os trabalhadores com necessidades específicas (p. ex., trabalhadores com mais idade ou com problemas de saúde);
- melhorias globais no bem-estar da força de trabalho.
Desafios para a SST
- limitações da utilização dos dados recolhidos (imprecisões ou dificuldades de interpretação), e cumprimento de objetivos diferentes na prevenção dos riscos em matéria de SST;
- criação de novos perigos ou aumento dos riscos existentes: podem surgir riscos físicos e de segurança se os sistemas funcionarem mal, se forem pirateados por ciberataques, se provocarem explosões ou se existir uma dependência excessiva da monitorização digital da SST em detrimento de outros procedimentos de SST;
- riscos psicossociais (aumento do stresse e outros problemas de saúde mental) associados a frustração devido a avarias do equipamento, tarefas solitárias, monótonas ou repetitivas, a monitorização contínua dos trabalhadores exigida pelo sistema digital, a falta de competências ou de formação para a sua utilização e os avisos frequentes gerados pelas tecnologias digitais.
Será crucial o envolvimento dos trabalhadores e os seus representantes, de forma que as suas necessidades e preocupações sejam tidas em conta neste processo de digitalização, assim como a informação, a formação e consulta adequados na utilização e gestão destes sistemas digitais inteligentes.
Protejam os vossos trabalhadores, protejam a vossa empresa!
Referências:
In: «Sistemas digitais inteligentes de monitorização»: https://healthy-workplaces.osha.europa.eu/pt/about-topic/priority-area/smart-digital-systems











Muitas pessoas demonstram receio em doar sangue por não entenderem realmente em que consiste o processo. Todo o percurso da dádiva iniciando-se na inscrição, passando pela triagem clínica, colheita e terminando numa pequena refeição, demora em média aproximadamente 30 minutos. Se por um instante pensar no bem que faz com a sua dádiva de sangue, rapidamente concluirá que a falta de tempo não é uma boa razão. O candidato a dador é avaliado por um profissional de saúde qualificado que determina a sua elegibilidade para a dádiva de sangue, através de uma avaliação clínica e exame físico – determinação do seu peso, altura, hemoglobina e tensão arterial. A avaliação das pessoas candidatas a dádiva de sangue baseia-se nos critérios mínimos de elegibilidade, e na avaliação individual de comportamentos de risco, com vista a garantir a segurança das pessoas recetoras. Uma unidade de sangue doada tem 450 ml. Esse é o volume que se pode colher sem prejudicar o dador. Se o dador tiver no mínimo 50kg de peso e 1,5m de altura então tem um volume total de sangue superior a 5 litros. Em pouco mais de 10 minutos (tempo que leva uma doação de sangue) podemos perder 9% do volume total de sangue sem que nos sintamos mal. Não prejudica quem dá e só traz vantagens para quem recebe.
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