Exposição à Sílica e suas consequências para a Saúde

Imagem ilustrativa da exposição à sílica.

(Dr. Luis Rocha, Cédula profissional nº33389 emitida pela Ordem dos Médicos )

Desde o antigo Egipto e Grécia que existem relatos de doenças pulmonares derivadas da exploração de sílica. A sílica está presente em duas formas, amorfa que não é toxica e na forma cristalina, tal como o quartzo, que quando inalado está associado a um vasto espectro de doenças pulmonares.

Em Portugal, dada a grande atividade na exploração de minas durante o século XX, foi criada com alguma urgência em 1962, a primeira legislação relativa à prevenção médica da silicose. Dados epidemiológicos da época, indicam que aproximadamente 75 mil trabalhadores se encontravam expostos ao risco de silicose, existindo a tendência para aumentar em paralelo com o aumento da atividade no país.

Atualmente, num estudo elaborado pela ARS Norte, publicado em novembro de 2016, foram contabilizados 7695 casos de doenças profissionais entre 1999 e 31 de outubro de 2016, correspondendo a uma incidência média de 496 novos casos de doença profissional/ano.

Sílica no Ambiente de Trabalho

  • Indústria cerâmica;
  • Indústria do vidro;
  • Agregados;
  • Fundição;
  • Indústria cimenteira;
  • Pré-fabricados em betão;
  • Betão pronto;
  • Argamassas;
  • Pedras naturais (ornamentais);
  • Construção;
  • Indústria mineira;

Todas estas indústrias mencionadas, bem como todos os locais onde ocorram perturbações na crosta terrestre ou manipulação de rochas contendo sílica, existe um risco adicional de silicose.

Doença Silicótica

Silicose Aguda

  • Desenvolve-se após exposição a altas concentrações de sílica cristalina respirável;
  • Aparecimento de sintomas desde poucas semanas até alguns anos após a exposição inicial;
  • Exibem inicialmente características radiográficas idênticas às da silicose simples, que progridem para fibrose massiva progressiva (FMP) dentro de um período de quatro a cinco anos;
  • O motivo para alguns indivíduos desenvolverem silicose aguda enquanto outros desenvolvem silicose acelerada após uma exposição importante à sílica não é conhecido; os fatores genéticos podem desempenhar um papel relevante nessa diferença.

Silicose Crónica

  • Desenvolve-se lentamente, geralmente 10 a 30 anos após a exposição inicial;
  • Não é incomum que a radiografia com silicose ocorra muitos anos após a cessação do emprego;
  • A coalescência progressiva dos nódulos silicóticos leva à substituição do parênquima dos lobos superiores pelos próprios nódulos e “air trapping” e enfisema nos lobos inferiores devido à retração fibrótica dos lobos superiores com resultante deterioração respiratória.

Silicose Acelerada

  • Associada à exposição a altas concentrações de sílica com desenvolvimento mais rápido (dentro de 10 anos) após a primeira exposição;
  • Os pacientes que desenvolvem silicose após um curto período de tempo estão em risco aumentado para o desenvolvimento posterior de fibrose massiva progressiva (FMP) e podem estar em maior risco de complicações.

A doença silicótica está associada a um risco aumentado de infeção por
micobactérias, aspergilose crónica necrosante, cancro pulmonar, distúrbios reumáticos, doença renal, obstrução crónica do fluxo aéreo e bronquite crónica.

Prevenção

Imagem de um raio x torácico.

Apesar disto, é uma doença evitável se forem tomadas medidas de prevenção. A medida mais eficaz é a evicção ou limitação do contacto com ambientes suscetíveis de conter sílica. A prevenção primária através do controlo da exposição é o componente fundamental, a monitorização da saúde dos trabalhadores com exposição ao quartzo cristalino respirável usando radiografias de tórax e espirometria podem auxiliar na identificação precoce de pessoas que desenvolvem doença a partir das suas exposições.

Regulamentação Portuguesa e Regime Jurídico

Não existe em Portugal nenhum obrigatório a cumprir. O DL n.º 24/2012 de 6 de fevereiro não apresenta nenhum VLE* para a sílica cristalina respirável. Segundo o Instituto Português da Qualidade (IPQ), por definição, as NP* são em princípio voluntárias, salvo a existência de diploma legal que as torne de cumprimento obrigatório.

O IPQ publicou a NP 1796:2014 – VLE profissional a agentes químicos, onde é definido um VLE – média ponderada (mg/m3) (VLE-MP) de 0,025mg/m3 para Portugal.

*VLE: Concentração de agentes químicos à qual se considera que praticamente todos os trabalhadores possam estar expostos, dia após dia, sem efeitos adversos para a saúde.

*NP: Normas Portuguesas

No Decreto Regulamentar n.º 6/2001, de 5 de maio, é referido que uma doença profissional é aquela que resulta diretamente das condições de trabalho, e consta da Lista de Doenças Profissionais (Diário da República, 1.ª série – N.º 136 – 17 de julho de 2007) causando incapacidade para o exercício da profissão ou morte.

As doenças profissionais resultam do exercício de uma atividade profissional, sendo, por via de regra, por comparação com o acidente de trabalho que pressupõe que seja súbito o seu aparecimento, caracterizada por uma produção lenta e progressiva, surgindo de modo impercetível no organismo. São provocadas por agentes nocivos a que os trabalhadores, por força da sua atividade laboral, estão habitual ou continuamente expostos, no local e no tempo em que desempenham essa função profissional.

O trabalhador vítima de doença profissional acarreta com inúmeros custos decorrentes da doença profissional, nomeadamente a perda de rendimento, a dor e o sofrimento, a perda de futuros ganhos, de investimentos passados e custos médicos. Associados a estes encontram‐se outros de natureza profissional, moral, social e familiar. Os vários impactos estão, muitas vezes, inter‐relacionados.

Imagem de trabalhadores expostos.
Imagem de trabalhadores expostos.

Dia Mundial da Higiene das Mãos (5 de maio)

Imagem de uma pessoa a lavar as mãos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) consagrou o dia 05 de maio como o Dia Mundial da Higiene das Mãos. A correta e frequente lavagem de mãos com água e sabão impede em 40% a incidência de infeções e a transmissão de microrganismos causadores de várias doenças (gripe, diarreia, infeções, …).

Este dia promove a consciência global da importância da lavagem de mãos e em particular, nos setores onde esta prática se torna crucial para evitar transmissão de microrganismos, nomeadamente, nos profissionais de saúde e manipuladores de alimentos.

“Foi apenas no século XIX, que se conclui que a lavagem de mãos por parte dos médicos evitava mortes e contágios”

“A incorreta e pouca frequente lavagem de mãos pelos manipuladores de alimentos, pode resultar em produtos inseguros para consumo, originando doenças de origem alimentar (ex: intoxicações alimentares)”

Desta forma, a lavagem de mãos deve ser efetuada sempre que necessário e através de procedimentos adequados:

  • de preferência, utilize um lavatório com torneira de acionamento não manual (caso não seja possível, feche a torneira com toalhete de papel);
  • lave as mãos com água e sabão quando estiverem visivelmente sujas. Caso estes meios não estejam disponíveis, utilize solução de base alcoólica (SABA);
  • lave as mãos com sabão líquido durante, pelo menos 40 – 60 segundos e, seque-as com toalhetes de papel descartáveis (não use toalhas que foram manipuladas por outras pessoas);
Diagrama das zonas da mão mais esquecidas na lavagem.
  • deve sempre lavar as mãos:
    • Antes de manipular alimentos;
    • Depois de mexer em resíduos;
    • Depois de mexer em dinheiro;
    • Depois de utilizar a casa de banho;
    • Depois de assoar o nariz;
    • Depois de espirrar ou tossir;
    • Após mexer em material contaminado;


Infografia DGS do procedimento correto de lavagem das mãos.

As Lesões Músculo-esqueléticas Relacionadas com o Trabalho (LMERT)

A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, na Campanha 2020-2022 “Locais de Trabalho Saudáveis: Aliviar a Carga”, tem como incidência nas lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho (LMERT), por se tratar de uma das doenças laborais mais comuns. A prioridade nas lesões músculo-esqueléticas prende-se com a prevalência que as mesmas têm a nível da União Europeia (UE), pois aproximadamente três em cada cinco trabalhadores nos 28 países apresentam queixas relacionadas com este tipo de lesões.

O que são Lesões Músculo-esqueléticas?

As LMERT cobrem um conjunto alargado de problemas de saúde. A designação “lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho” inclui um conjunto de doenças inflamatórias e degenerativas do sistema locomotor. São patologias resultantes de traumatismos repetitivos que atingem as estruturas orgânicas como os músculos, as articulações, os tendões, os ligamentos, os nervos, os ossos e doenças localizadas do aparelho circulatório, causadas ou agravadas principalmente pela atividade profissional e pelos efeitos das condições imediatas em que essa atividade tem lugar. Quando os fatores de risco de origem profissional contribuem, de alguma forma, para o desenvolvimento ou agravamento destas situações pode considerar-se que se está perante uma LMERT. Designam-se LMERT as lesões que resultam da ação de fatores de risco profissionais como a repetitividade, a sobrecarga e/ou a postura adotada durante o trabalho, entre outros.

Fatores de risco

  • Movimentação e levantamento de cargas, especialmente quando executados movimentos de torção e flexão;
  • Movimentos repetitivos, utilizando sempre as mesmas regiões anatómicas para a aplicação da força;
  • Posturas incorretas, estáticas ou extremas (quase no limite das possibilidades articulares e fora dos ângulos de conforto articular);
  • Estar de pé ou sentado, na mesma posição, durante muito tempo;
  • Exposição a vibrações, choques ou impactos mecânicos frequentes sobre determinados segmentos corporais, em particular os membros superiores;
  • Ambientes com má iluminação ou temperaturas baixas;
  • Trabalho em ritmo acelerado e ausência de períodos de recuperação entre tarefas.

Há também uma correlação entre as lesões músculo-esqueléticas e os fatores de risco psicossociais, especialmente quando conjugados com fatores de riscos físicos, incluindo:

  • Elevado volume de trabalho;
  • Pressão temporal de execução das tarefas;
  • Autoritarismo das chefias e mecanismos de avaliação do desempenho baseados nos níveis de produtividade;
  • Pouca autonomia;
  • Pouca satisfação no trabalho;
  • Monotonia de tarefas;

Zonas Corporais mais afetadas pelas Lesões Músculo-esqueléticas

Zonas corporais mais afetadas

As lesões mais comuns são no pescoço, costas, ombros e membros superiores, podendo ocorrer em qualquer parte do corpo exposta aos fatores de risco.

Sintomas

  • Dor localizada ou que irradia para áreas corporais próximas;
  • Sensação de formigueiro na área afetada ou numa área próxima;
  • Sensação de peso, cansaço ou desconforto localizado;
  • Sensação de perda de força no local.

Na grande maioria dos casos, os sintomas surgem gradualmente, agravam-se no final do dia de trabalho ou durante os picos de produção e aliviam com o repouso e nas férias.
É fundamental, para evitar a progressão das lesões já descritas, conhecer quais os fatores de risco profissionais, para poder implementar medidas preventivas de forma a promover a alteração das condições de trabalho e a minimizar os vários danos aos trabalhadores.

Conclusões

As lesões músculo-esqueléticas são das doenças mais comuns relacionadas com o trabalho, as mesmas podem ser evitadas se forem implementadas medidas preventivas que no seu essencial se baseiam na adaptação dos postos de trabalho, podendo-se observar complementaridade com ginástica laboral, de forma a minimizar algumas lesões motivadas pela monotonia e repetitividade das atividades laborais e das más posturas. A prática da ginástica laboral ajuda por um lado a combater e por outro a prevenir de entre outras enfermidades, as lesões músculo-esqueléticas, potenciando o aumento de produtividade e a satisfação dos trabalhadores.

Os exercícios de ginástica laboral, tentam exercitar as partes do corpo onde as lesões são mais frequentes, com uma duração entre os cinco e os quinze minutos, podendo ser praticados diariamente.

Exercícios a realizar no posto de trabalho

Diagrama de exercícios para prevenir as Lesões Músculo-esqueléticas Relacionadas com o Trabalho

Acidentes de Trabalho

O que é um Acidente de Trabalho?

É aquele que ocorre no local e no tempo de trabalho e produza direta ou indiretamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho ou de ganho ou a morte.

Imagem com ícones de tipos de acidentes de trabalho

A Lei n.º 98/2009, de 04 de setembro, regulamenta o regime de reparação de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.

O que pode ser considerado acidente de trabalho?

  • No trajeto de ida para o local de trabalho ou de regresso deste;
  • Na execução de serviços espontaneamente prestados e de que possa resultar proveito económico para o empregador;
  • No local de trabalho e fora deste, quando no exercício do direito de reunião ou de atividade de representante dos trabalhadores, nos termos previstos no Código do Trabalho;
  • No local de trabalho, quando em frequência de curso de formação profissional ou, fora do local de trabalho, quando exista autorização expressa do empregador para tal frequência.
  • No local de pagamento da retribuição, enquanto o trabalhador aí permanecer para tal efeito;
  • No local onde o trabalhador deva receber qualquer forma de assistência ou tratamento em virtude de anterior acidente e enquanto aí permanecer para esse efeito;
  • Em atividade de procura de emprego durante o crédito de horas para tal concedido por lei aos trabalhadores com processo de cessação do contrato de trabalho em curso;
  • Fora do local ou tempo de trabalho, quando verificado na execução de serviços determinados pelo empregador, ou por ele consentidos.

Quais os trabalhadores abrangidos no regime de reparação de acidentes de trabalho?

  • Trabalhadores por conta de outrem de qualquer atividade profissional, independentemente de ser explorada com fins lucrativos ou não.
  • Os trabalhadores vinculados por contrato de trabalho ou equiparado;
  • Os praticantes, aprendizes, estagiários e demais situações de formação profissional;
  • Os trabalhadores estrangeiros que exerçam atividades em Portugal.

O direito à reparação dos acidentes de trabalho, é da responsabilidade do empregador, podendo ser retribuída em:

Espécie: Prestações de natureza médica, cirúrgica, farmacêutica, hospitalar e quaisquer outras, seja qual for a sua forma, desde que necessárias e adequadas ao restabelecimento do estado de saúde e da capacidade de trabalho ou de ganho do sinistrado e à sua recuperação para a vida ativa;

Dinheiro: Indemnizações, Pensões, Prestações e subsídios previstos na presente lei.

Pode o empregador descontar na retribuição do trabalhador os encargos com a reparação dos acidentes?

Não. Os encargos ficam totalmente a cargo do empregador, sendo nulo qualquer acordo em sentido contrário.

Comunicação do acidente de trabalho:

O trabalhador sinistrado ou os seus beneficiários legais. Em caso de morte, devem participar o acidente de trabalho, verbalmente ou por escrito, nas 48 horas seguintes ao empregador a menos que ele o tenha presenciado ou seja já do seu conhecimento.

O empregador deve comunicar à Autoridade das Condições do Trabalho (ACT) os acidentes mortais ou que evidenciem uma situação grave, nas 24 horas seguintes à ocorrência.

O que é acidente grave?

A situação particularmente grave pode ser identificada a partir da gravidade da lesão e/ou da gravidade na perspetiva da segurança e saúde no trabalho independentemente da produção de danos pessoais.
A título exemplificativo, o RIDDOR do Reino Unido clarifica e especifica um conjunto de situações suscetíveis de serem consideradas como referencial para a ação da ACT, que se elencam nos pontos infra:

CASOS DE LESÃO FÍSICA GRAVE

  • Qualquer fratura à exceção dos dedos das mãos ou dos pés;
  • Amputação de braço, mão, dedos, perna e pé;
  • Perda temporária ou permanente da visão;
  • Lesão na cabeça ou no tronco que provoque danos cerebrais ou danos nos órgãos internos do peito ou abdómen;
  • Qualquer queimadura (incluindo escaldão) que:
  • Atinja mais de 10% do corpo; ou
  • Provoque danos significativos nos olhos, sistema respiratório ou outros órgãos vitais;
  • Qualquer grau de lesão do couro cabeludo que requeira tratamento hospitalar;
  • Perda de consciência causada por lesão na cabeça ou asfixia; ou
  • Qualquer outro dano resultante de trabalhos em espaço confinado que:
    • Conduza à hipotermia, à hipertermia; ou
    • À perda de consciência, que implique necessidade de reanimação.

CASOS QUE EVIDENCIEM PARTICULAR GRAVIDADE NA PERSPETIVA DA SEGURANÇA E DA SAÚDE DO TRABALHO

  • Colapso, reviramento ou falha dos equipamentos de elevação de cargas das peças ou acessórios de suspensão da carga;
  • Explosão, colapso ou rebentamento de qualquer recipiente fechado ou das tubagens associadas;
  • Contacto acidental de instalação ou equipamento com linhas elétricas aéreas;
  • Curto-circuito ou sobrecarga elétrica que cause fogo ou explosão;
  • Qualquer explosão involuntária, falha de tiro (em pedreiras, trabalhos de desmonte,…), falha na demolição que não cause o colapso pretendido, projeção de material para além dos limites do local;
  • Libertação acidental de um agente biológico que pode causar doenças graves no ser humano;
  • Falha do equipamento de radiografia industrial ou de outros equipamentos que emitam radiações, bem como falha na retoma da sua posição segura após o período pretendido de exposição;
  • Mau funcionamento de aparelho de respiração quando em uso ou durante a fase de teste imediatamente antes do seu uso;
  • Falha ou danificação de equipamento de mergulho, aprisionamento de um mergulhador, explosão perto de um mergulhador ou uma ascensão descontrolada;
  • Colapso total ou parcial de um andaime19.
  • Colapso total ou parcial de um andaime que esteja instalado perto da água se houver risco de afogamento após a queda;
  • Falha em equipamento transportador, ou colisão ou descarrilamento inesperado de carros ou comboios;
  • Ocorrência perigosa em poços, fossas e depósitos;
  • Ocorrência perigosa em tubagens e canalizações (oleoduto, gasoduto, etc.);
  • Colisão ou capotamento de camião cisterna que transporte substâncias perigosas, com ou sem libertação de substância ou incêndio;
  • Incêndio ou libertação de substância perigosa transportada por estrada;
  • Colapso inesperado de edifício ou estrutura em construção, em alteração ou em demolição; Colapso de uma parede ou soalho de um local de trabalho;
  • Explosão ou incêndio que cause a suspensão do trabalho normal por mais de 24 horas;
  • Libertação repentina e descontrolada de: 100 quilogramas ou mais de um líquido inflamável; 10 quilogramas ou mais de um líquido inflamável acima de seu ponto de ebulição; ou 10 quilogramas ou mais de um gás inflamável; ou 500 quilogramas destas substâncias se a liberação ocorrer a céu aberto;
  • Libertação acidental de alguma substância que cause dano à saúde.

Como prevenir acidentes de trabalho:

Imagem de prevenção de acidentes de trabalho

  • Cumpra com todas as regras de segurança na realização das suas tarefas;
  • Organize o seu posto de trabalho, não deixe objetos fora dos seus lugares ou mal-arrumados. Se tudo estiver no seu lugar não precisa de improvisar perante imprevistos e isso reduz os acidentes;
  • Saiba quais os riscos e cuidados que deve ter na atividade que desenvolve e quais as formas de proteção para reduzir esses riscos;
  • Participe sempre nas ações de formação de prevenção de acidentes que a empresa lhe proporcionar;
  • Utilize os EPI’s que lhe são disponibilizados;
  • Não receie sugerir à empresa onde trabalha a realização de palestras, seminários e ações de formação sobre prevenção de acidentes.

A informação de todos os acidentes de trabalho ocorridos, deverão ser enviados para a Medilogics, para serem analisadas as causas do acidente de trabalho e implementadas as medidas necessárias para evitar outros acidentes.

Carregue aqui para descarregar o documento para participar o acidente de trabalho à Medilogics e envie para o seguinte email seguranca@medilogics.pt.

Como está a sua cibersegurança?

A cibersegurança não é um assunto novo. Há décadas que esta questão é uma preocupação sobretudo para quem lida com as novas tecnologias.

Ao aumento da digitalização de negócios e da própria sociedade nesta última década, veio juntar-se o aumento exponencial do trabalho remoto, compras online bem como a utilização da internet no geral. Reuniram-se assim os elementos para a criação de uma “tempestade perfeita” para a escalada do cibercrime, quer em número de ataques quer na sua gravidade.

O relatório de 2021 do Observatório de Segurança, estabeleceu uma relação direta entre o aumento do cibercrime e a pandemia. As empresas tornaram-se os alvos dos hackers não éticos, e não são apenas as empresas maiores e mais mediáticas. Este tipo de crime é movido essencialmente pelo dinheiro, e as PME’s ficam também perante um risco que não pode nem deve ser negligenciado.

A aposta firme na formação sobre cibersegurança é sem dúvida uma das melhores armas para combater este tipo de crime.

Mais de metade dos ciberataques ocorrem em empresas cuja internet é uma ferramenta fundamental para a operação do negócio. Os casos mais recentes mostram que as empresas com ligações a outras empresas vítimas de ciberataques, são também elas próprias um alvo, podendo ficar com a operação em risco.

Estima-se que o cibercrime possa custar às empresas mais de 9 biliões de euros às empresas em 2025.

Os ciberataques são normalmente movidos pelo dinheiro, mas os ataques aos organismos públicos, o roubo de propriedade intelectual e a espionagem têm vindo a ganhar terreno como objetivo dos cibercriminosos, e a ferramenta preferida para abrir a porta ao ataque é o correio eletrónico.

Entre os vários tipos de ciberataques perpetrados por correio eletrónico, o phishing e a engenharia social são os que melhor resultam e por isso também os mais comuns. O phishing consiste no envio de um email com anexos ou ligações falsas (links) que ao serem abertos vão instalar software malicioso (malware) no computador da vítima, normalmente com vista a roubar todo o tipo de dados que sejam úteis ao atacante. Já a engenharia social é mais abrangente na forma, mas geralmente pretende ludibriar um colaborador para o levar a partilhar credenciais de acesso ou outras informações confidenciais de negócio. Nestes casos os atacantes podem ficar “silenciosos” na rede da empresa durante semanas apenas a estudar e a compilar informação sobre a empresa atacada.

Segundo da IBM, em 2021, as empresas demoraram em média 287 dias até perceberem que foram vítimas de roubo de dados, e 85% das quebras de segurança foram originadas por erro humano normalmente relacionado com a não identificação de um ataque de phishing ou engenharia social.

Por isso mesmo a formação dos colaboradores nesta área é fundamental e mesmo recomendada no Quadro Nacional de Referência para a Cibersegurança, no guia Cobit 5 e na norma de qualidade ISO 27001:2013.

Na Medilogics, todos os colaboradores têm formação neste âmbito ainda durante o período de integração, e em 2020 estendemos a nossa oferta formativa aos clientes e publico em geral ao adicionar o curso de Noções Básicas de Cibersegurança e Segurança da Informação ao nosso menu de formação profissional em regime de e-learning.

Acreditamos que um colaborador mais bem preparado, é uma peça fundamental para evitar um ciberataque com consequências graves e imprevisíveis.

Dia Mundial da Segurança e Saúde no trabalho

28 de abril de 2022 (Quinta-feira)

Desde 1996 que se comemora em todo o mundo o dia 28 de abril como “Dia Mundial para a Segurança e Saúde no Trabalho”, como forma de homenagear as vítimas de acidentes de trabalho e doenças profissionais.

Em Portugal, foi instituído o dia 28 de abril como “Dia Nacional De Prevenção e Segurança no Trabalho”, sendo comemorado através da realização de campanhas de informação, formação e prevenção.

O objetivo deste dia é chamar a atenção das empresas e dos trabalhadores para a importância de tomar medidas preventivas que garantam a segurança no trabalho.
Prevenir acidentes de trabalho é uma responsabilidade de todos, assim como a prevenção é um direito transversal a todos os trabalhadores.

Neste dia realizam-se atividades pelo país como seminários para promover a segurança e a saúde no trabalho.

Para celebrar este dia da segurança, a Medilogics, durante a semana de 25 a 29 de abril, vai promover ações de formação e-learning para todos os nossos clientes.

Não perca esta oportunidade e consulte a nossa oferta de Formação Profissional aqui.

A prevenção de riscos profissionais é uma preocupação a consolidar pelas empresas que exige também o esforço dos trabalhadores, dos cidadãos em geral, dos inspetores e das instituições de autoridade.

Biocheck – Higiene e Segurança Alimentar

A Biocheck, integrada no grupo Medilogics, SGPS, encontra-se no mercado há 15 anos e é uma empresa especializada na prestação de serviços de implementação e manutenção de Sistemas de Qualidade e Segurança Alimentar, nomeadamente consultoria técnica, auditorias e formação.

Através da sua equipa, constituída por profissionais dotados dos mais variados conhecimentos e aptidões, a Biocheck procura desenvolver soluções eficazes para as organizações do setor alimentar, indo ao encontro das suas necessidades e dando resposta às mais variadas condicionantes do dia-a-dia.

Carregue aqui para saber mais sobre os nossos serviços.

Formação profissional

A Formação Profissional tem como objetivo a aquisição de conhecimentos, capacidades, atitudes e comportamentos necessários ao bom desempenho de determinada profissão ou tarefas de uma função, sendo assim voltada para a aquisição de competências profissionais. Entendemos a formação profissional, como uma ferramenta imprescindível ao aumento da qualidade e produtividade, permitindo às empresas o seu desenvolvimento e competitividade.

Importância da formação profissional

É sempre bom lembrar que um profissional se forma para atuar em uma área específica. Quanto mais conhecimento ele adquire, na fase de desenvolvimento, maiores são as hipóteses de ter grandes oportunidades dentro do mercado de trabalho.

É necessária uma boa formação profissional para se conseguir os melhores cargos, ou seja, quanto mais estudo melhor a sua posição.

A formação profissional que escolher para a sua vida, bem como a forma como irá desenvolvê-la, serão fatores determinantes para que consiga alcançar patamares cada vez mais elevados na sua carreira.

A MEDILOGICS, como entidade formadora certificada pela DGERT, oferece um programa de formação profissional que assenta em horários curtos, modulares e com conteúdos muito práticos. Assim, é possível desenhar uma formação regular e multi conteúdos para os seus colaboradores, fácil de concretizar. Além disso, a formação Medilogics, está pensada para corresponder ao imperativo legal no que respeita à formação de trabalhadores. De acordo com o artigo 131º da Lei 7/2009 – Código do Trabalho, alterada pela Lei 93/2019, de 4 de setembro, o trabalhador tem direito, em cada ano, a um número mínimo de 40H de formação contínua.

A atividade formativa da MEDILOGICS insere-se nas seguintes áreas de formação:
– 862_Segurança no Trabalho
– 090_Desenvolvimento Pessoal
– 861_Proteção de Pessoas e Bens
– 541_Indústrias Alimentares
– 729_Saude


Formação Presencial

Com formadores qualificadas e multidisciplinares, a MEDILOGICS oferece programas de formação personalizados que contribuem eficazmente para o desenvolvimento organizacional de cada empresa. Esta política de Formação à medida define e implementa, caso a caso, soluções rápidas e eficientes que permitem preencher requisitos imediatos, melhorar competências e otimizar Recursos Materiais e Humanos.

A Formação presencial corresponde ao modelo tradicional de educação em que o Formador e os Formandos estão presentes fisicamente no mesmo local, a uma hora predeterminada para realização da Formação sobre a temática prevista.

Na modalidade presencial, a MEDILOGICS dispõe das seguintes soluções de formação:

Local definido pela Medilogics
Esta modalidade de formação é dirigida a colaboradores de várias empresas possibilitando a troca de experiências, dinâmica pedagógica bem como a gestão individualizada das necessidades e expectativas dos formandos.

Nas instalações do cliente
Nesta modalidade de formação os objetivos, os conteúdos, a carga horária e os locais da formação são ajustados em função da disponibilidade da empresa e do formador.


Formação E-Learning

O E-Learning é uma modalidade de ensino à distância, ou seja, não presencial, suportada por uma plataforma de aprendizagem online que permite o acesso continuo a conteúdos e recursos interativos. A plataforma está acessível em qualquer lugar e a qualquer hora deste que tenha ligação à internet.

Esta modalidade de formação tem como vantagens:

Flexibilidade na aprendizagem: Os conteúdos formativos estão disponíveis em permanência e, portanto, passíveis de acesso no horário mais conveniente para o formando. Para muitos, é a melhor forma de integração num ambiente de formação.

Economia de tempo: O formando não tem de interromper as suas atividades e não precisa de despender tempo em “viagens”, podendo otimizar a sua gestão de tempo e, eventualmente, propor-se a um desenvolvimento pessoal que, de outra forma, poderia não ocorrer.

Aprendizagem personalizada: A profundidade dos conteúdos pode ser expandida consoante os objetivos e as necessidades dos alunos. Também o ritmo do curso pode ser controlado pelo aluno, que é assim responsável pelo seu processo de aprendizagem: decisão dos conteúdos a estudar, profundidade com que os pretende assimilar e ritmo a que o deseja fazer.

Economia de tempo e custos: Abrange um maior número de formandos e não existe a necessidade de interromper a atividade profissional;

Os cursos e-learning da MEDILOGICS são cursos certificados e o acesso aos conteúdos é feito através da Plataforma de Gestão de Aprendizagem da MEDILOGICS.

Consulte a nossa oferta de Formação Profissional aqui.

Ucrânia e Rússia: Como falar de guerra com as crianças?

Conflitos entre Ucrânia e Rússia trazem dúvidas sobre como acolher os sentimentos das crianças e lidar com suas dúvidas no período.

Os conflitos entre Ucrânia e Rússia tomaram os noticiários e as crianças não ficam isentas de serem expostas aos factos, na TV ou na internet. O caos e a violência da guerra geram dúvidas sobre o porquê das coisas acontecerem e é preciso que adultos saibam como conduzir essa conversa.

Há assuntos que um pai ou uma mãe preferia não ter de abordar nunca com os seus filhos. Embora a tentação natural possa ser proteger a criança da informação difícil que circula, esta percorre diversos canais que estão acessíveis aos mais novos. Nesse sentido, a vontade de privar as crianças de certas notícias é praticamente impossível de concretizar. O tema é muito sensível, mas é uma oportunidade de explorar valores familiares e individuais que partilham e que procuram ter presente nas vossas vidas e relações e uma oportunidade de explorar formas construtivas de resolução de conflitos. A informação sobre a guerra que se iniciou acabará por chegar às crianças e é junto dos pais que irão procurar encontrar respostas para as suas dúvidas e receios e serão justamente os pais as melhores fontes de informação e de segurança.

Com intuito de orientar, a Ordem dos Psicólogos Portugueses elaborou um documento que ajuda a conversar sobre a guerra com as crianças e os jovens.

Cibersegurança: App perigosa para telemóveis com sistema android

a person paying using a smartphone

Foi publicado recentemente um relatório da Cleafy que fala sobre “cavalo de Troia” (tipo de vírus informático) denominado “Teabot”. Este software perigoso de origem italiana, já circula desde o início de 2021 e destina-se a tentar obter credenciais de acesso e sms’s das suas vítimas. Isto é feito através da tecnologia de streaming do ecrã do telemóvel infetado, a par com outras técnicas como a da obtenção dos caracteres pressionadas no teclado do telemóvel. Tudo isto é gravado e enviado para os criminosos.

No início, este software era distribuído em campanhas de smishing (um tipo de phising enviado por sms em vez de mensagens de email), fazendo-se passar por uma falsa campanha publicitária, de alguma empresa ou aplicação conhecida.

Recentemente foi detetado um aumento exponencial dos alvos atacados por causa de uma mudança na estratégia de distribuição feita pelos criminosos. No passado dia 21 de fevereiro de 2022, a equipa de segurança da Cleafy descobriu que uma aplicação perfeitamente legítima presente na Google Play Store e com boas revisões por parte dos seus utilizadores, mas que estava a servir como um cavalo de tróia para o malware Teabot.

A aplicação chama-se QR Code & Barcode – Scanner, e ao ser descarregada para o telemóvel das vítimas, iniciava de seguida um processo de suposta atualização, que descarregava o software perigoso, como sendo um adicional ao programa original.

Caso tenha esta aplicação instalada no seu telemóvel, deve desinstalá-la o quanto antes, e se possível submeter o seu telemóvel a uma perícia técnica antes de proceder ao acesso sobretudo dos bancos online.

Dado o crescente número de ameaças orientadas para o telemóvel, é também prudente possuir uma solução de segurança endpoint (antivírus) de qualidade e desenhada para os smartphones.

Atualização:

Na mesma linha de ação da app descrita foi descoberta recentemente mais uma app válida na playstore mas com malware associado. Chama-se “Antivirus, Super Cleaner”. Remova-a se a tiver instalada.