DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS

A doença transmitida por  alimentos por definição é “um incidente em que duas ou mais pessoas apresentem os mesmos sintomas de doença após a ingestão de um mesmo alimento e as análises epidemiológicas apontem o alimento como a origem da doença”.

Os casos registados e notificados de doenças provocadas por alimentos constituem apenas uma pequena fração de todas as ocorrências que ocorrem efetivamente. A probabilidade de que um caso seja reconhecido e notificado pelas autoridades de saúde depende, entre vários fatores, da participação por parte dos consumidores, do registo por parte das autoridades médicas e das ações desenvolvidas pelas entidades nacionais com responsabilidade de vigilância sanitária.

Para que uma doença transmitida por alimentos ocorra, o microrganismo patogénico ou a sua toxina deve estar presente no alimento e, outros fatores devem ocorrer em simultâneo. Na maioria dos casos de doenças provocadas por alimentos será necessário que:

  • O microrganismo patogénico se encontre em quantidade suficiente para causar uma infeção ou para produzir toxinas;
  • O alimento seja capaz de sustentar o crescimento dos microrganismos patogénicos (ex: composição nutricional do alimento, …);
  • O alimento permaneça no intervalo de temperaturas considerado como zona de perigo por tempo suficiente  para que o organismo se multiplique e/ou produza toxina;
  • Seja ingerida uma quantidade suficiente do alimento, de modo a ultrapassar o limiar de suscetibilidade do indivíduo que ingere o alimento.

De acordo com o exposto, as doenças transmitidas por alimentos são classificadas em infeções, intoxicações ou toxinfeções (infeções mediadas por toxinas).

INFEÇÃO – é uma doença que resulta da ingestão de alimentos contendo microrganismos vivos prejudiciais, como Salmonella, Shigella, Bacilus cereus, vírus da hepatite A e Trichinella spirallis.

INTOXICAÇÃO – pode ser causada por alimentos quando as toxinas estão presentes no alimento ingerido, mesmo que os microrganismos que lhes deram origem tenham sido eliminados. Essas toxinas geralmente não possuem odor ou sabor não sendo detetável organolepticamente a sua presença nos alimentos. Alguns exemplos deste tipo de toxinas são as produzidas pelo Clostridium botulinum, a enterotoxina do Staphylococcus e as micotoxinas.

TOXINFEÇÕES (INFEÇÃO MEDIADAS POR TOXINAS) – a produção da toxina dá-se após a ingestão do alimento, quando este possui uma determinada quantidade de microrganismos patogénicos, capazes de produzir ou de libertar toxinas quando ingeridos. Entre os microrganismos que podem ocasionar este tipo de situações inclui-se o Vibrio cholerae e o Clostridium perfringens.

Em 2017, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Alimentação e Nutrição, realizou a investigação laboratorial de 18 surtos de toxinfeção alimentar ocorridos em Portugal, que causaram 323 casos de doença e envolveram 145 hospitalizações, não tendo sido reportados óbitos.

Relativamente à identificação do agente causal nos surtos investigados, os dados conjuntos de 2017 indicam que este foi identificado em 72% (13/18) dos surtos, sendo os agentes causais mais frequentemente implicados as “Toxinas/Bactérias produtoras de toxinas”, correspondendo a 67% (12/18) do número total de surtos, seguidos de “Vírus” em 5% (1/18) dos surtos, não tendo sido possível identificar o agente em 28% (5/18) dos surtos.

Ainda segundo os dados compilados e analisados pelo Instituto Ricardo Jorge, os agentes causais identificados em mais de metade dos surtos reportados foram: Bacillus cereus e/ou suas toxinas (5 surtos); Enterotoxinas estafilocócicas/Estafilocococos coagulase positiva (3 surtos); Clostridium perfringens (3 surtos); Toxina botulínica tipo B (1 surto) e Norovírus GII (1 surto). Dos 13 surtos confirmados por isolamento do agente etiológico causal, em 12 foi possível a deteção nos géneros alimentícios e em 1 a deteção só foi possível em amostras biológicas de doentes.

Quanto aos fatores que poderão ter contribuído para a ocorrência dos 13 surtos em que o agente causal foi identificado, os autores deste estudo salientam “o abuso no tempo e temperatura de conservação em 11 surtos, sabendo-se ainda que ocorreu contaminação cruzada em 3 destes surtos, evidenciando que o incumprimento das boas práticas de tempo e temperatura após preparação foi a causa mais frequente na origem da ocorrência dos surtos de toxinfeção alimentar”.


Fonte: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge; Forvisão – Os perigos para a segurança alimentar no processamento de alimentos

IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NAS ORGANIZAÇÕES

As redes sociais têm sido um dos meios mais desenvolvido, simples e acessível, com muita informação em circulação, com grande crescimento de número de utilizadores. Dado que a reputação das empresas está diretamente ligada à sociedade, as empresas têm investido cada vez mais numa estratégia para acompanhar e interagir com os seus potenciais clientes, apostando nas redes sociais.

Quanto mais positiva for a reputação da empresa, o qual é potenciado pela enorme interação e visibilidade nas redes sociais, mais facilmente os seus produtos ou serviços são vendidos, e menos estratégias de venda serão necessárias. Com os utilizadores das redes sociais cada vez mais demostrando as suas opiniões e desejos, é também facilitada a análise das necessidades do público-alvo.

Contudo, sendo que a opinião pública é um fator crucial na reputação de uma empresa, cada vez mais as empresas têm tido um cuidado especial no mundo físico e principalmente no mundo digital, dado que um simples comentário e opinião sobre um produto ou serviço de uma empresa/organização pode influenciar positivamente ou negativamente as suas vendas e consequentemente o seu sucesso.

Uma das formas das empresas terem sucesso, é cultivar o diálogo aberto com o cliente, apostando assim numa melhoria contínua dos produtos e serviços disponibilizados, tendo em conta as críticas construtivas nesse sentido.

As redes sociais vieram dar transparência aos negócios e afunilaram a distância entre o consumidor/cliente e as empresas.

Bibliografia

Oliveira, Liliana. (2015). Impacto das Redes Sociais na Reputação das Empresas.

Obtido de: https://repositorio.iscte-iul.pt/bitstream/10071/11102/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20Liliana%20FINAL%20ap%C3%B3s%20defesa.pdf

VERIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE TRABALHO

serious ethnic field engineer examining hardware and working on laptop

CONCEITO

A VERIFICAÇÃO de equipamentos de trabalho (ET) é o exame detalhado feito por pessoa competente (individual ou coletiva-equipa multidisciplinar) destinada a obter uma conclusão fiável no que respeita à segurança dos mesmos.

QUANDO?

  • Verificações após instalação ou montagem num novo local, antes do início ou recomeço do seu funcionamento, sempre que a segurança do ET dependa das condições de instalação;
  • Verificações periódicas e, se necessário, ensaios periódicos dos equipamentos de trabalho sujeitos a influências que possam provocar deteriorações suscetíveis de causar riscos;
  • Verificações extraordinárias quando ocorram acontecimentos excecionais (transformações, acidentes, entre outros).

COMO?

As verificações deverão ser realizadas tendo em contaas instruções do fabricante, características do equipamento, condições de utilização, antiguidade, histórico de avarias, registo de incidentes, normas e especificações técnicas aplicáveis.

POR QUEM?

A pessoa competente que tenha ou, no caso de ser pessoa coletiva, para a qual trabalhe, com conhecimentos teóricos e práticos e experiência no tipo de equipamento a verificar, adequados à deteção de defeitos ou deficiências e à avaliação da sua importância.

FREQUÊNCIA E RESULTADOS?

A frequência depende do próprio equipamento e dos riscos inerente ao mesmo, podendo culminar numa combinação de verificações de distinta periocidade e profundida de acordo com os elementos a avaliar.

Após a verificação, é realizado um relatório que deve ter informações como a identificação do ET, do operador, tipo e descrição da verificação ou ensaio, data e local da realização, prazo estipulado para a reparação das deficiências detetadas e identificação da pessoa competente. Importante salientar que após a verificação o empregador deve efetuar as medidas adequadas para correção das deficiências detetadas.

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

Legislação aplicável

Decreto-Lei n.º 102/2021, de 19 de novembro

Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de fevereiro

Fonte

www.act.gov.pt

SEGURANÇA EM ESPAÇOS CONFINADOS

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Espaço confinado é qualquer local com aberturas limitadas de entrada e saída, com ventilação natural desfavorável e níveis deficientes de oxigénio, podendo conter ou produzir contaminantes químicos tóxicos ou inflamáveis e que não está concebido para uma ocupação contínua por trabalhadores.

Por norma, a ocupação destes espaços deve-se a trabalhos de construção, limpeza, pintura, manutenção e reparação, sendo que os trabalhadores que entrem nestes espaços devem adotar um conjunto de medidas de segurança com o intuito de evitar a ocorrência de acidentes de trabalho.

RISCOS EM ESPAÇOS CONFINADOS

MEDIDAS PREVENTIVAS

De forma a prevenir a ocorrência de acidentes de trabalho devem ser adotadas algumas medidas preventivas, tais como:

  • A realização de formação profissional (de forma a possibilitar os trabalhadores a identificarem um espaço confinado e a gravidade dos riscos existentes);
  • Realização de avaliações de risco;
  • Emissão de uma autorização de entrada em espaço confinado (os trabalhos em espaços confinados só deverão ser realizados após a obtenção de uma autorização de trabalho, cuja emissão compete ao responsável de obra);
  • Deve ocorrer a medição e controlo da atmosfera;
  • Sempre que necessário, devem ser utilizados os devidos equipamentos de proteção individual (EPI’s);
  • Realização de exames de saúde aos trabalhadores.

A Medilogics, S.A. tem à sua disposição Formação Profissional Certificada no âmbito dos Espaços Confinados, ministrada por profissionais competentes.

Contacte-nos.


Referências Bibliográficas

Associação Portuguesa de Segurança (APSEI). (2022). Segurança no Trabalho. Obtido a 20 de junho de 2022, de: https://www.apsei.org.pt/areas-de-atuacao/seguranca-no-trabalho/seguranca-em-espacos-confinados/

Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). (2022). Campanha Trabalho em Espaços Confinados.

Obtido a 20 de junho de 2022, de:

https://www.act.gov.pt/(ptPT)/Campanhas/Campanhasrealizadas/CampanhaTrabalhoemEspacosConfinados/Paginas/default.aspx

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

MOVIMENTAÇÃO MANUAL DE CARGAS – RISCOS PROFISSIONAIS

Segundo o Decreto–Lei nº. 330/93 de 25 de setembro, a movimentação manual de cargas é “qualquer operação de transporte e sustentação de uma carga, por um ou mais trabalhadores, que devido às suas características ou condições ergonómicas desfavoráveis, comporte riscos para os mesmos, nomeadamente na região dorso-lombar”.

O transporte manual de cargas envolve partes ou todo o corpo, e mesmo que a carga a movimentar não seja muito pesada ou volumosa, a baixa eficiência do sistema muscular humano torna este trabalho pesado, provocando rapidamente fadiga com consequências gravosas, nomeadamente aumentando o risco de ocorrência de acidentes de trabalho ou de incidência de doenças profissionais.

O facto de um grande número de acidentes e faltas ao trabalho serem devidos a problemas da coluna vertebral, resulta desta parte do corpo ser a mais afetada por traumatismos consecutivos, originados na deficiente utilização do dorso.

Atualmente, os conhecimentos científicos permitem-nos estabelecer uma correlação efetiva entre as lesões dorso lombares, as perturbações músculo-esqueléticas e as condições de trabalho, sobretudo no que diz respeito a fatores físicos, organizacionais e sociais, fornecendo-nos elementos suficientes que possibilitam atuar eficazmente na redução das causas que conduzem a estas doenças.

A movimentação manual de uma carga pode apresentar um risco, nomeadamente dorso-lombar, nos seguintes casos:

  • Carga demasiado pesada – superior a 30Kg em operações ocasionais e superior a 20Kg em operações frequentes;
  • Carga muito volumosa ou difícil de agarrar;
  • Carga em equilíbrio instável ou com conteúdo sujeito a deslocações;
  • Carga colocada de tal modo que tem de ser mantida ou manipulada à distância do tronco, ou com flexão ou torção do tronco;
  • Carga suscetível, devido ao seu aspeto exterior e à sua consistência, de provocar lesões no trabalhador, nomeadamente em caso de choque.

Quais as obrigações da entidade patronal nesta matéria?

  • Avaliar os riscos associados à movimentação manual de cargas;
  • Tomar as medidas de organização adequadas (ergonomia dos postos de trabalho), ou utilizar os meios apropriados, nomeadamente equipamentos mecânicos, com o objetivo de evitar a necessidade de uma movimentação manual de cargas pelos trabalhadores.
  • Organizar os postos de trabalho, tendo em conta as cargas em causa, os esforços físicos exigidos aos trabalhadores e os fatores pessoais (aptidão física, estrutura dos membros, vestuário de trabalho, etc.);
  • Informar os trabalhadores sobre a matéria, solicitar-lhes a sua opinião e proporcionar-lhes formação adequada.
  • Posto de trabalho (bancadas, prateleiras, equipamentos, etc.) deve ser projetado tendo em conta a ocorrência de tarefas que obrigam a levantamento de cargas;
  • Limitar o levantamento de pesos a 20 Kg, no máximo, para levantamentos repetitivos em determinadas circunstâncias.

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

Legislação aplicável: Decreto-Lei nº330/93 de 25 de setembro

PRÉMIO DE SEGURANÇA 2023 – SECURITY MAGAZINE

A Medilogics venceu s Prémio de Segurança 2023 da Security Magazine – Revista dos
profissionais de segurança na categoria de Melhor Projecto de Cybersecurity Awareness com a candidatura “Agente Especial de Cibersegurança”.

Os Prémios de Segurança da Security Magazine constituem-se como uma forma pública de distinguir simbolicamente as organizações que, a cada ano, se tenham distinguido na
implementação e difusão de projectos inovadores, melhores práticas, desenvolvimentos
realizados em matéria de segurança em Portugal, levados a cabo pelas suas pessoas, as quais, diariamente, prevêem, acautelam, avaliam, medem, projectam, protegem, implementam, gerem, arriscam e confiam que é possível.

A Security Magazine encara o sector da segurança como um todo – que não pode, e nem deve, ser visto em partes isoladas. Os elos entre todas as áreas de segurança são essenciais para o estabelecimento de uma verdadeira cultura de segurança numa organização.

A cibersegurança hoje, é uma preocupação crescente nas empresas, e a implementação de projetos de sensibilização é fundamental para garantir uma formação adequada nesta área e assim mitigar as quebras de segurança bem como garantir a integridade, confidencialidade e a disponibilidade da informação.

Os primeiros passos para implementar um projeto deste tipo é identificar as áreas de risco e é importante que as equipas de cibersegurança realizem uma avaliação de riscos com a finalidade de identificar as vulnerabilidades da empresa.

Entre as várias áreas de risco existem as que são internas às empresas e relacionadas com os seus recursos humanos. Cerca de 65% dos cibercriminosos usam como o seu vetor de ataque principal as campanhas de phishing dirigida aos colaboradores. É por isso vital desenvolver um programa de formação personalizado a cada empresa.

Os colaboradores devem ser treinados em todas as áreas da cibersegurança, como as políticas de palavras-passe fortes, phishing, engenharia social e segurança sobretudo relacionada com os dispositivos móveis. O conhecimento sobre como identificar uma potencial ameaça é crucial, assim como a sensibilização para a importância da celeridade no report de incidentes.

Em resumo, a implementação de um projeto de sensibilização sobre a temática, que faça de todos os colaboradores “Agentes Especiais de Cibersegurança”.

IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES

photo of people leaning on wooden table

A comunicação é a base para que os colaboradores trabalhem com foco nos objetivos estratégicos da empresa, sendo fundamental para o sucesso da organização. É assim divulgada a missão, a visão, os valores e as ações e estratégias da organização.

A falha deste processo pode causar perdas financeiras, afetar significativamente o ambiente de trabalho e consequentemente o seu desempenho e produtividade.

A comunicação atua também como facilitadora de tomada de decisões, proporcionando os dados necessários para a identificação e avaliação de alternativas e para a tomada de decisões da gestão.

No âmbito da segurança e saúde no trabalho, é crucial a comunicação de risco. Esta encontra-se intimamente relacionada com perceção ou consciência de risco. As perceções de riscos laborais traduzem a visão dos trabalhadores sobre os riscos aos quais se encontram expostos no decurso da sua atividade laboral, pelo que a eficiente e clara comunicação das características do risco, a sua probabilidade de ocorrência e a vulnerabilidade pessoal do indivíduo é fundamental na prevenção de acidentes ou incidentes de trabalho.

Etapas para que os profissionais mantenham uma comunicação eficaz:

  • Identificar o público-alvo;
  • Identificar o que o público-alvo deve fazer;
  • Se necessário, identificar os recursos necessários para implementar as ações;
  • Se possível, prever reações e tomar medidas preventivas;
  • Decidir qual o meio apropriado para a comunicação;

Bibliografia

Areosa, J. (2012). A importâncias das perceções de riscos dos trabalhadores. https://www.researchgate.net/publication/331315385_A_importancia_das_percecoes_de_riscos_dos_trabalhadores

Paris, N., Gutteling, J. (2018). Risk Communication in SMEs. In G. Boustras & F. Guldenmund, (Eds.), Safety Management in Small and Medium Sized Enterprises (SMEs) [e-Book]. CRC Press

PLANO DE FORMAÇÃO NAS EMPRESAS

strict female teacher with book pointing at scribbled blackboard

Nunca a importância da formação profissional foi tão evidente como nos tempos atuais, tanto para quem emprega como para os próprios trabalhadores das organizações.

De acordo com o código do trabalho, que no nº 2 do artigo nº 131 define que o trabalhador tem direito, em cada ano, a um número mínimo de quarenta horas de formação contínua, cada vez mais, a formação profissional é encarada como um fator de excelência na valorização do capital humano e das próprias organizações, deixando de ser vista como uma perda de tempo e passando a ser encarada como um investimento essencial com retorno efetivo.

Apostar na formação dos trabalhadores é investir na competitividade das empresas e no sucesso pessoal e profissional de todos. Com a formação profissional os trabalhadores aprendem novos conhecimentos e habilitam-se para um contexto cada vez mais exigente no qual a inovação, a criatividade, a necessidade de mudança e a competitividade são uma constante.

Os trabalhadores que possuem formação contínua têm assim possibilidade de atualizar os seus conhecimentos e desenvolver as suas competências, tendem a estar mais motivados para permanecer e fazer crescer as empresas, entre outras vantagens.

Para a execução da formação, devemos proceder à elaboração de um plano de formação ajustado às necessidades das empresas, de modo a ter os efeitos desejados. É importante utilizar metodologias de formação adequadas ao público-alvo e suscetíveis de provocar uma mudança positiva.

Na MEDILOGICS, SERVIÇOS MÉDICOS, S.A. (certificada pela DGERT) elaboramos planos de formação adaptados à sua empresa, não hesite em entrar em contacto.

A atividade formativa da MEDILOGICS, SERVIÇOS MÉDICOS, S.A. insere-se nas seguintes áreas de formação:

  • 862_Segurança no Trabalho
  • 090_Desenvolvimento Pessoal
  • 861_Proteção de Pessoas e Bens
  • 541_Indústrias Alimentares
  • 729_Saude

Prevenir a sua segurança e saúde é crucial!

Legislação aplicável: Código de trabalho

DIA MUNDIAL DA SEGURANÇA ALIMENTAR

flat lay photography of vegetable salad on plate

Segurança Alimentar, uma responsabilidade de todos

Promover a segurança alimentar faz a diferença, e todos podemos desempenhar um papel ativo na prevenção de doenças de origem alimentar.

Os governos são fundamentais para garantir que todos possamos consumir alimentos seguros e nutritivos. São os responsáveis por desenvolver normas e políticas de segurança e qualidade alimentar e estão envolvidos na promoção da colaboração multissetorial na saúde pública, saúde animal, agricultura e outros setores, promovendo, também, o diálogo ao longo de toda a cadeia alimentar para garantir que as boas práticas são respeitadas, desde a produção primária até ao consumidor final.

As autoridades competentes são responsáveis por gerir os riscos de segurança dos alimentos ao longo de toda a cadeia alimentar, através da execução de controlos oficiais robustos e rigorosos, de modo a verificar a segurança dos alimentos produzidos pelas empresas do setor.

As empresas do setor alimentar são, definitivamente, as responsáveis por garantir que os alimentos que produzem, transformam e distribuem são seguros para o consumidor. Para alcançar a segurança alimentar, aumentar a confiança dos consumidores e garantir a sua permanência no mercado, todas as empresas devem seguir e implementar as normas e as políticas de segurança e qualidade impostas pelos governos, nomeadamente através da criação, aplicação e manutenção de um processo ou processos permanentes baseados nos princípios HACCP. Além disso, a comunicação entre as empresas e as partes interessadas é fundamental, e tanto os colaboradores como os clientes beneficiam em saber como manter os alimentos seguros, quer seja na fase de produção ou após a compra.

Os clientes/consumidores necessitam de acesso a informações oportunas, claras e confiáveis para estar cientes das suas escolhas alimentares e do que podem e devem fazer quando compram, armazenam, cozinham e consomem alimentos, para garantir que os mesmos continuam seguros, nomeadamente:

  1. Manter a limpeza das mãos e das superfícies, equipamentos e utensílios;
  2. Separar os alimentos crus dos alimentos cozinhados;
  3. Cozinhar bem os alimentos (temperaturas superiores a 75 ºC);
  4. Manter os alimentos a temperaturas seguras (abaixo dos 5 ºC ou acima dos 65 ºC);
  5. Usar água e matérias-primas seguras.

“Seguir estas cinco chaves ajuda os consumidores a saber que estão a manipular os alimentos com segurança, evitando a multiplicação de microrganismos.”

“As cinco chaves para a segurança dos alimentos são simples e práticas, e podem ser aplicadas quer nas nossas casas, quer nos estabelecimentos alimentares.”

A acrescentar a isto, as empresas de consultoria técnica, como a Biocheck – Higiene e Segurança Alimentar, Lda., também desempenham um papel fulcral na redução dos riscos alimentares, contribuindo para a manutenção da saúde dos consumidores, uma vez que procuram assegurar que:

  • os sistemas de controlo alimentar dos seus clientes são adequados para o propósito;
  • as empresas alimentares, assim como os seus colaboradores, estão cientes das regras e da legislação em vigor, bem como dos perigos de descurar as normas de segurança alimentar.

Entre em contacto com a Biocheck, Lda. para saber mais sobre os nossos serviços.

Fonte: FAO/WHO

CYBERBULLYING EM CONTEXTO LABORAL, SERÁ QUE EXISTE? Artigo de opinião

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Todos ouvimos falar em bullying. E o que é o cyberbullying?

Como definição é o bullying realizado por meio das tecnologias digitais. Trata-se de um comportamento repetido; com o objetivo de intimidar, ameaçar, enfurecer ou até envergonhar aqueles que são vítimas.

O bullying presencial e o virtual podem acontecer lado-a-lado, porém este último deixa sempre um rasto virtual o que pode tornar útil para ajudar a dar fim aos abusos.

Algumas questões podem aqui ser levantadas:

  1. Diferença entre brincadeira e bullying;
  2. Os seus efeitos na saúde mental e física do trabalhador;
  3. Com quem posso falar sobre este assunto;
  4. Qual o papel das empresas nesta situação;
  5. Sendo a conexão digital importante nas relações profissionais, como devo mantê-las;
  6. Existe punição.

O cyberbullying nas relações de trabalho deve incluir um programa de combate à intimidação sistemática com a construção de um ambiente laboral de relações éticas, códigos de conduta claros e objetivos, canais de denúncia efetivos e com resultados visíveis na Responsabilidade Social da Empresa.

Não deve ser confundido com stresse profissional, ou até com sobrecargas e condições de trabalho, ou mesmo gestão por injúria, agressões e imposições profissionais.

As agendas dos setores empresarias, dos sindicatos e até do Ministério Público devem ter este assunto como objetivo e comprometimento.

Em suma, trata-se de um assédio moral que corresponde à manifestação de práticas hostis por via das tecnologias de informação em que o teletrabalho contribuiu de forma significativa com, por exemplo, a realização de videochamadas utilizando plataformas digitais como o Zoom, Teams, Skype, WhatsApp e o Correio Eletrónico.

Compete a cada um de nós e empresas estabelecer regras sobre o uso de tecnologias.

Luís Rocha

Médico Especialista de Medicina do Trabalho